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quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Balde Cheio

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[  Na obra de Platão intitulada  “Banquete”, em um diálogo entre  Diotima e Sócrates, surge uma frase que embasa o tema deste artigo; ei-la:  “Quem não se considera incompleto e insuficiente, não deseja aquilo cuja falta não pode notar”. Uma aplicação prática deste pensamento é:  Quem acha que domina determinado assunto, não buscará conhecimentos dessa área.  ]

     Nas “rodas de conversas” de empregadores, muito frequentemente o tema gira em torno de um vício comportamental que é conhecido, com muita propriedade, como “balde-cheio”; como o próprio termo sugere, algo que está cheio não comportará mais nada, mesmo que esse algo seja a mente humana; ora, como é possível fazer esta comparação simplista se é comprovado cientificamente que o intelecto dos seres humanos têm infinitas possibilidades de armazenamento de informações? Para responder este questionamento, início pedindo ao leitor, atenção ao termo que usei acima, que foi “ vício comportamental” pois, embora sua mente tenha infinita capacidade de absorção de informações, o indivíduo que tem essa “doença espiritual”, age na contra-mão  da ciência, e apresenta três características básicas ,que são encontradas na grande maioria dos indivíduos que integram o conjunto dos “baldes-cheios”; são elas:
                                     1ª.   O indivíduo se comporta como se os poucos conhecimentos que possui, sejam todos os conhecimentos existentes no mundo.
                                      2ª.  Pensa (insanamente) que já sabe tudo de tudo.
                                e    3ª.  Acha que só ele sabe.
     O assunto assusta aos empregadores porque, ao contrário do que se esperava, essa categoria vem com uma trajetória diretamente proporcional ao aumento populacional, o que não era esperado considerando-se o avanço tecnológico que vivenciamos, notadamente no campo da comunicação.
     Um “balde-cheio” é uma catástrofe dentro de uma empresa. O período de experiência é muito útil nesses casos pois, tão logo o patrão identifique tal comportamento, dispensa-o.
     O candidato a uma vaga de trabalho, basta ter o volume mínimo do balde, quando muito o volume médio, pois assim a ascensão profissional desse indivíduo é  dada como muito provável pelo motivo de que, tendo a mente receptiva a ensinamentos, facilmente absorverá os ensinamentos; experiências; particularidades e minúcias relativos ao projeto produtivo que está inserido. Outro sintoma muito presente em um “balde-cheio”, é a incapacidade de se ajustar em uma equipe de trabalho. Para os indivíduos que têm baixa ou nenhuma escolaridade é fácil entender esse desajuste, senão vejamos: Nos primeiros períodos do ensino formal e continuando por toda vida escolar, os professores formam pequenos grupos para realizarem tarefas simples, como por exemplo: fazer um cartaz sobre o “Dia do Ìndio”; já fica estabelecido quem vai trazer a cartolina; a cola; os recortes de revistas e os lápis coloridos. O trabalho é feito e, por mais desajeitado que saia, todo o grupo recebe nota máxima. Ocorre que, naquela ocasião os alunos não estavam (sem saber), estudando História de Brasil; Antropologia; Sociologia; ocupação geográfica ou outro assunto relativo à presença indígena no País; o grupo estava aprendendo algo muito mais importante, uma vez que é base e indispensável para o sucesso profissional que é: trabalhar em equipe.
     Quem não teve oportunidade de passar por essa experiência, fica difícil se enquadrar nesse importante comportamento.
     Já para os “baldes-cheios” que têm boa escolaridade, só resta a dedução de que : ou faltaram as aulas em que haveria trabalho em grupo, ou é a prepotência e a arrogância que imperam em suas mentes. Se por ventura você, meu leitor, tiver outra hipótese da causa dessa doença, ficarei muito agradecido se me passar esse ensinamento.
                                                                                             Cid Lôbo   (Abril de 2017).  

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