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sábado, 12 de janeiro de 2013

La Mantovana




Italian Airs and Dances of the Early Baroque










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1. Gasparo Zannetti - La Mantovana
2. Anon., c.1645 - Spagnoletta
3. Orazio Vecchi - So ben mi chi ha bon tempo
4. Carlo Calvi - La Bertazzina
5. Anon., c.1619 - Pavaniglia
6. Gasparo Zannetti - Aria del Gran Duca
7. Gasparo Zannetti - Fuggi, fuggi, fuggi
8. Adriano Banchieri - Sonata sopra l'aria Musicale del Gran Duca
9. Cypriano de Rore - Anchor che col partire
10. Santino Garsi - La Lisfeltina
11. Anon., c.1614 - Va pur superba va
12. Carlo Farina - Pavana
13. Giovanni Stefani - Pargoletta che non sai
14. Cesare Negri - La Nizzarda







ODE A CASSANDRA




Vem, amor, vem ver se a rosa
Que ontem, fresca e perfumosa
Se abriu ao sol estival,
Não perdeu o viço ainda
E conserva, rubra e linda,
Cor à de teu rosto igual.

Oh, amor! Vê quão depressa.
Fenecendo, a rosa cessa
De ser bela e ser louça!
Como é madrasta a Natura,
Pois que tal flor jamais dura
Do entardecer à manhã!

Meu conselho é, pois,amor,
Que, enquanto na vida em flor,
Encantos possam sobrar-te:
Colhe, colhe a mocidade,
Pois como à rosa a idade
Da beleza há de privar-te.

Pierre de Ronsard; Poeta da Côrte de Carlos IX
Trad. de R. Magalhães Jr.





BALADA DOS ENFORCADOS

Irmãos humanos que depois de nós viveis.
Não tenhais duro contra nós o coração.
Porquanto se de nós, pobres, vos condoeis.
Deus vos concederá mais cedo o seu perdão.
Aqui nos vedes pendurados, cinco, seis:
Quanto à carne, por nós demais alimentada.
Temo-la há muito apodrecida e devorada,
E nós, os ossos, cinza e pó vamos virar.
De nossa desventura ninguém dê risada:
Rogai a Deus que a todos queira nos salvar!

Chamamo-vos irmãos : disso não desdenheis.
Apesar de a justiça a nossa execução
Ter ordenado. Vós, contudo, conheceis
Que nem todos possuem juízo firme e são.
Exculpai-nos – que mortos, mortos, nos sabeis -
Com o filho de Maria, a nunca profanada;
A sua graça, para nós, não finde em nada,
No inferno não nos venha o raio despenhar.
Ninguém nos atormente, a vida já acabada.
Rogai a Deus que a todos queira nos salvar!

A chuva nos lavou, limpou-nos, percebeis;
O sol nos ressequiu até à negridão;
Pegas, corvos cavaram nossos olhos – eis! -,
Tiraram-nos a barba, a bico e repuxão.
Em tempo algum tranqüilos nos contempiareis:
Para cá, para lá, o vento de virada
A seu talante leva-nos , sem dar pousada;
Mais que a dedal, picam-nos pássaros no ar.
Não queirais pertencer a esta nossa enfiada.
Rogai a Deus que a todos queira nos salvar!

Príncipe bom Jesus, de universal mandar,
Guardai-nos, ou o infemo nos arrecada:
Lá nada temos a fazer, nada a pagar.
Homens, aqui a zombaria é inadequada:
Rogai a Deus que a todos queira nos salvar!

François Villon. (1431 -1474) Ladrão, boêmio e ébrio, precursor dos poetas malditos
Trad. Péricles Eugênio da Silva Ramos



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