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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

ELIXIR DO FREI ROMANO

NESTA PÁGINA:
1- Elixir do Frei Romano
2- A Saúde do Seu Coração















  • Encontrei, certo dia , numa calçada qualquer, uma pequena folha de papel manuscrita : "Elixir do Frei Romano"; Apanhei-a, li-a, lá estava a formulação do que seria um remédio contra todas as doenças, inclusive o câncer. Um poderoso elixir reforçador do sistema imunológico. Preparei-o, tomei-o, continuo a tomá-lo todos os anos, não costumo adoecer.
Passei a divulgá-lo através de xerox, verbalmente e até manuscrito. Sempre tinha à disposição na minha carteira, um papelinho com a dita fórmula; Só muito tempo depois é que descobri, através da imprensa, que se tratava duma receita do Frei Romano Zago, religioso Brasileiro que durante sua longa estadia na Itália, através duma visão beatífica, recebera graciosamente Daquela que fora a Mãe do Mestre de Nazaré, esses apontamentos, sendo aconselhado a compartilhar tão benigno lenimento com toda a humanidade. Pelo menos é o que eu sei. Hoje utilizo-me da web, pois sei que muito mais pessoas poderão descobri-lo e de forma gratuita, como deve ser. Portanto se o quiseres, aí vai, da forma como estava naquele pedacinho de papel:
ELIXIR DO FREI ROMANO - REMÉDIO CONTRA O CÂNCER E TODAS AS OUTRAS DOENÇAS (REFORÇADOR DO SISTEMA IMUNOLÓGICO):


- 4 Talos de Babosa (Aloés Humilis) tirados os espinhos. Colhidos
pela manhã antes do sol forte. Limpa-se bem os talos com um pano, nunca com
água.
-1/2 Litro de mel puro de abelhas.
- 1 (uma) Dose de qualquer bebida alcoólica destilada (cachaça, whisky, conhaque...)

MODO DE PREPARO:
Liquidifica-se tudo

Observação: Envaza-se numa garrafa de vidro muito limpa!


PARA CURA DE DOENÇAS:

Toma-se 3 colheres das de sopa do elixir ao dia. A primeira em jejum, as outras duas 15 minutos antes das principais refeições, até a completa eliminação do mal.

PREVENTIVAMENTE :

Toma-se 4 (quatro) litros (garrafas) do elixir por ano. Este poderoso elixir contém 20 aminoácidos, todo o complexo B, sais minerais, metais como ferro, prata, cobre etc. É antibiótico e anticéptico. Pode-se e deve-se tomá-lo inclusive preventivamente. Serve para tudo. Depura completamente o organismo de quem o toma com frequência. Nicodemus tratou o corpo do Cristo crucificado com uma mistura de mirra e aloés (BABOSA) como era costume. "E foi também Nicodemus (aquele que anteriormente se dirigira de noite a Jesus),levando quase cem arratéis de um composto de myrrha e aloés". (João 19:39).
Os Egípcios usavam-no em mumificações.A Verdadeira Maria, mãe de Jesus, numa aparição em Sardenha, recomendou-nos o uso deste miraculoso elixir. Existem mais de 1000 casos comprovados de cura de câncer.
TOMA-SE COM FÉ O ELIXIR DO FREI ROMANO.

OBSERVAÇÃO, não se deve comprá-lo, PREPARE-O VOCÊ MESMO!

Leia mais sobre Babosa e Frei Romano ..

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   Aproveite e baixe o livro do Frei Romano Zago. Um livro maravilhoso de um homem de bem, preocupado unicamente em ajudar a devolver a saúde e, consequentemente, a felicidade de viver àqueles acometidos por enfermidades atrozes, pungentes que, geralmente têm cura. Divulgue, ajude aos que necessitam!

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A SAÚDE DO CORAÇÃO



(Texto extraído da Revista Seleções)




A saúde do coração e as doenças cardíacas - como se cuidar
Os sintomas de doenças cardíacas e exames preventivos são diferentes para homens e mulheres. Fique atento!
Por Cláudia Soares, Josiane Nogueira e Tatiana Rocha

Há pouco mais de um ano, uma insuportável dor no peito fez o paulistano Eduardo Pereira da Silva perder o ar e o equilíbrio em plena aula de dança. Ele ficou tão desconcertado que abandonou a parceira e saiu em busca do serviço de Emergência. O analista de suporte técnico de redes de informática, na época com 27 anos, pegou o carro e dirigiu sozinho por 20 minutos – do bairro do Ipiranga ao Jabaquara – até o Hospital Santa Marina, no centro de São Paulo. “Na hora, pensei que fosse pressão alta, um problema de coluna ou de estômago. Achei que me dariam um analgésico e eu iria para casa”, recorda Eduardo que, durante o percurso, foi obrigado a conduzir apenas com o braço esquerdo, pois o direito ficara completamente dormente. Ao chegar à Emergência, foi submetido a um eletrocardiograma que acusou infarto agudo do miocárdio (IAM). Espantados por causa da idade do paciente, os médicos desconfiaram que o aparelho estivesse com defeito e o substituíram. Refizeram o exame, que ratificou o primeiro resultado. Eduardo foi levado para a UTI coronariana.

Estresse: jovens com coração em risco

É verdade que ele vivia em ritmo alucinado. Nos últimos quatro anos, trabalhava até 14 horas por dia. “Eu ficava muito ansioso, pois tinha de resolver problemas em prazos apertados. Tem­po gasto a mais significava custo para os clientes”, desabafa o analista, que enfrentava deslocamentos diários no trânsito infernal de São Paulo para atender empresas espalhadas pelo Estado. Além disso, Eduardo dormia pou­co – de 4 a 5 horas por noite –, já não jogava as sagradas partidas de futebol três vezes por semana e, para poupar tempo, em vez de almoçar, traçava junk food (hambúrguer, batata frita, pizza, sanduíche beirute). Mas tinha apenas 27 anos, e jamais sofrera doenças graves. Mesmo assim, lá estava ele na UTI, cercado de pacientes frágeis, pelo menos três décadas mais velhos.

Após vários exames, entre eles um cateterismo, Eduardo ouviu do médico que ele sofrera o infarto de 24 a 36 horas antes de chegar ao hospital. “Levei um susto. Nunca imaginei que com 27 anos passaria por algo assim”, diz o analista, que foi submetido a uma angioplastia, com colocação de stent.

“Ele deu sorte. Nesta idade o IAM (infarto agudo do miocárdio) costuma ser muito mais forte e não conseguimos salvar o músculo”, relata o cirurgião cardiovascular Miguel Garcia Torrico, que operou Eduardo. A cirurgia salvou-lhe a vida, mas o que aconteceu com Eduardo é um pesadelo para todos: o paciente sem histórico familiar de doença coronariana cujo primeiro sintoma é um infarto agudo.

A principal notícia dos últimos anos sobre a saúde do coração é: homens têm de prestar atenção aos seus riscos específicos. Mulheres também. O surpreendente é que até crianças e adolescentes precisam estar atentos, ou pelo menos os pais que querem mantê-los com saúde. Há alguns meses, um estudo americano assustador indicou que, quando as crianças engordam mui­to, o estresse imposto aos vasos sanguíneos faz disparar a chance de problemas cardiovasculares no futuro.

Mas, apesar de as pesquisas revelarem diferentes vulnerabilidades de cada integrante da família, os cientistas também deram grandes saltos para desenvolver estratégias específicas de prevenção e ferramentas de diagnóstico que funcionem melhor para homens, mulheres e crianças. Assim, hoje, mais do que nunca, na hora de cuidar da saúde cardíaca, o conhecimento é a melhor proteção.
Sintomas de doenças cardíacas em mulheres

Na manhã de 18 de fevereiro deste ano, a comerciante Maria Albertina Veggi de Souza Antinarelli, 48 anos, viajava de Muriaé (MG) a Petrópolis (RJ). Sentada ao lado do marido, que dirigia o carro, ela começou a sentir forte dor no peito, que irradiava até a ponta dos dedos da mão esquerda. Assustada, pediu ao marido que a levasse ao hospital mais próximo, em Além Paraíba. “Mas, ao descer do carro, a dor simplesmente desapareceu”, lembra. “Pensei que tivesse sido uma dor muscular.” Mesmo assim, pediu que verificassem sua pressão. Estava normal. Como eram 6h30 da manhã e os médicos só chegariam às 9h, decidiu seguir viagem.

Ao chegar a Petrópolis, a dor voltou, só que mais forte. “Liguei para meu médico em Muriaé e descrevi os sintomas. Ele disse que poderia ser gastrite e me receitou um remédio. Tomei, mas a dor não passou”, disse. Por conta própria, também tomou um analgésico.

Ao voltar para Muriaé, às 19h, decidiu ir ao hospital. Fez um eletrocardiograma mas, apesar de o exame mostrar uma pequena alteração, o médico de plantão disse que não era nada de mais. Durante cinco dias, Albertina não sentiu mais nada.

Ela jamais poderia imaginar que aquela dor tivesse relação com o coração. Afinal, sempre teve cuidado com a saúde, e sua alimentação era exemplar. “Minha família tem tendência à obesidade, por isso sempre me cuidei. Não como fritura, nem carne vermelha, e adoro verduras e legumes”, conta. E Albertina se exercita todos os dias. Além disso, como costuma fazer um check-up anual, havia sido submetida a um eletrocardiograma no dia 22 de dezembro de 2008 e a um ecocardiograma em 9 de janeiro. O resultado de ambos foi normal.

Mas, na noite de 23 de fevereiro, ao sair do banho, sentiu novamente a forte dor no peito e no braço, acompanhada de vômitos. Correu para uma clínica especializada em Cardiologia. “Estava morrendo de dor. O médico que me atendeu não quis me dizer o que eu tinha e também se negou a me dar um analgésico. Então, decidi voltar para casa e tomar o remédio por conta própria”, lembra ela. Só que a dor não passava, e nem os vômitos. Albertina então voltou ao hospital no qual foi atendida pela primeira vez. “O mesmo médico que me atendeu no primeiro dia disse que meu caso era de esofagite. Receitou Buscopan e me liberou.”

Albertina continuou sentindo fraqueza e mal-estar. No dia seguinte, tomou uma decisão: “Vou voltar ao hospital e me consultar com outro especialista.” Foi atendida então por um urologista. “Ele fez um eletro e um exame de sangue. Aí, constatou que havia algo errado e imediatamente chamou um cardiologista. Só quando fui atendida pelo Dr. Cezar Ladeira Macedo Junior é que foi diagnosticado que eu tivera um infarto”, conta ela.

Sintomas de infarto em mulheres podem ser sutis e passar despercebidos.


Infelizmente, a experiência de Albertina não é rara. Embora há anos especialistas digam que os sintomas de infarto em mulheres podem ser sutis e passar despercebidos, estudos mostram que os médicos ainda demoram para fazer o diagnóstico. Para piorar, exames comuns como o teste ergométrico, que deveriam revelar problemas, quando feitos em mulheres podem confundir o diagnóstico. “Em geral, nas mulheres, o teste de esforço pode ser positivo para problemas cardíacos mesmo quando uma porcentagem delas não apresenta obstrução nas artérias coronárias. O teste de esforço em geral só detecta obstruções consideradas graves, acima de 70%”, explica o Dr. José Marconi Almeida de Sousa, médico-assistente de Cardiologia da Unifesp. “No entanto, o desencadeamento do infarto ocorre com mais frequência em obstruções pequenas, que não são detectadas pelo teste.”

Albertina precisou voltar muitas vezes ao hospital e amargar vários dias de dor até receber o diagnóstico de infarto. Mas tinha um ponto a seu favor: como cuidava bem da alimentação e adorava se exercitar, seu corpo compensara silenciosamente a obstrução gradual das artérias bombeando o sangue por vasos menores. “Essa circulação cola­teral provavelmente retardou o infarto de Albertina e agora irá ajudá-la a se recuperar mais rápido”, explica o Dr. Cezar Ladeira.

Embora tenha tido um infarto grave, por sorte Albertina não teve sequelas. Mas sua história ressalta os perigos específicos que as mulheres enfrentam em relação ao coração. O primeiro é a ignorância, delas e, às vezes, dos médicos. Um estudo americano de 2004 constatou que, mes­mo no pronto-socorro, as mulheres esperam mais do que os homens para fazer um eletrocardiograma. Além disso, o principal exame feito em quem se queixa de dor no peito é menos confiável em mulheres. O angiograma das coronárias, em que se injeta contraste nas artérias do coração para se tirar uma radiografia, é bom para indicar bloqueios. Mas, em certas mulheres, as artérias coronárias menores – os raminhos da árvore arterial – podem deixar de se dilatar na hora cer­ta, restringindo ainda mais o fluxo de sangue. Assim, mesmo que a mulher tenha um angiograma normal, deve buscar tratamento se apresentar sintomas.
Cuidados com o coração - para mulheres

Há também algumas considerações para a mulher saudável que quer continuar assim. Em primeiro lugar, não deve fumar; ninguém deveria, mas, para o coração feminino, o hábito é pior do que para o coração masculino. E se o check-up básico a deixar insegura quanto ao nível de risco, ela deveria conversar com o médico sobre um exame especial chamado índice tornozelo-braquial (ITB), sugere o Dr. José Marconi.

Índice tornozelo-braquial (ITB) é um exame simples: o médico mede a pressão no tornozelo e no braço e compara os resultados. Se a pressão for muito menor no tornozelo, indica que o sangue está tendo dificuldade para passar por vasos enrijecidos ou obstruídos. A mulher que descobriu que corre riscos deveria conversar com o médico sobre o uso de estatinass. Há muito tempo essa decisão é difícil para as mulheres: embora esses medicamentos utilizados para melhorar os níveis de colesterol tenham ajudado milhões de homens em situação de risco a reduzir em 30% a 50% o LDL (o colesterol ruim), a interromper o acúmulo de placas e a reduzir o perigo de infarto e morte, há poucos indícios de que possam auxiliar as mulheres em situação de risco.

Mas um estudo conhecido como JUPITER pode mudar essa opinião. Com a participação de quase 18 mil voluntários de 26 países, incluindo o Brasil, o estudo pôs à prova a ideia de que as estatinas podem ajudar pessoas cujo exame de sangue revelou aumento do nível de inflamação, ainda que o nível de colesterol seja normal. Os resultados foram duplos: parece que baixar o nível de uma proteína indicadora de inflamação chamada C-reativa tem ação protetora, mesmo quando o nível de colesterol é normal. Na verdade, as estatinas reduziram à metade o risco de doença cardiovascular. No entanto, em média, os voluntários foram acompanhados durante dois anos apenas, e o estudo não pode garantir a segurança do tratamento a longo prazo. Assim, vale notar que a alimentação saudável e os exercícios físicos também reduzem o colesterol e a proteína C-reativa.
Sintomas de doenças cardíacas em homens


De acordo com o cardiologista Rui Ramos, diretor de Promoção à Saúde Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC/Funcor), 40% das pessoas com doença coronariana só descobrem o problema depois de sofrerem um infarto. A falsa crença de que todos os infartos acontecem sem qualquer causa é um erro generalizado. “Há uma correlação direta entre fatores de risco e problemas cardíacos. Os fatores de risco são silenciosos, mas as placas continuam se formando. A partir dos 30 anos, já temos placas suficientes para infartar.”

Em 2004 foi publicado o resultado do estudo Interheart, feito em 52 países, com objetivo de avaliar a importância dos fatores de risco para a doença coronariana. O levantamento, com 29 mil participantes (entre eles brasileiros), constatou que pelo menos 90% dos primeiros infartos podem ser atribuídos a problemas conhecidos: tabagismo, colesterol alto, hipertensão arterial, diabete, obesidade, sedentarismo, má alimentação, estresse e depressão. “O fato de se sentir bem não é sinônimo de saúde. É fundamental procurar ajuda médica para detectar o fator de risco e controlá-lo adequadamente”, orienta o cardiologista Álvaro Avezum, diretor da Divisão de Pesquisa do Instituto Dante Pazzanese, em São Paulo, que coordenou a pesquisa Interheart no Brasil.

Isso é verdade no caso de Eduardo. Atleta na época de faculdade, ele reduziu a atividade física para caminhadas próximas ao local de trabalho e aulas de dança de salão à noite. Apesar da alimentação rica em carboidratos e gorduras, Eduardo parecia bem: não ganhou peso nos quatro anos que passou sobrecarregado de trabalho. Conseguiu manter os 75 kg para seus 1,75 m de altura. Outro dado surpreendente é que seu exame de colesterol, feito três dias após a internação, também estava dentro do recomendável.

O que os médicos não sabiam, e nem Eduardo foi capaz de decodificar, é que seu coração começara a dar sinais de alerta seis meses antes do infarto. Pelo menos uma vez por semana, o analista começou a conviver com uma desconfortável dor no peito que levava em média uma hora para desaparecer. “A angina é uma isquemia pequena temporária, que causa uma dorzinha repetitiva no peito. Nesses casos, não espere; procure logo um médico”, aconselha o Dr. Rui Ramos.

Eduardo era jovem para ser vítima de infarto (embora os homens tendam a apresentar doença cardíaca 10 a 15 anos antes das mulheres, só entram na zona de risco de infarto aos 45), mas o estresse, que provoca descargas de adrenalina, pode ter sobrecarregado seu coração.

Embora não tenha sido o caso do paulistano, outra calamidade para o sistema cardiovascular é a circunferência abdominal. Homens tendem a acumular gordura na cintura, o que é muito mais perigoso do que o padrão em forma de pera, comum nas mulheres. “O excesso de gordura altera o metabolismo do organismo e os fatores de risco se multiplicam ao infinito. O aumento da cintura abdominal é preocupante, pois se relaciona diretamente com a elevação da taxa de glicemia, da pressão arterial e do colesterol. Além disso, células adiposas acumuladas na barriga entram mais rápido na circulação e vão direto para o fígado”, esclarece o cardiologista André Schmidt, do Departamento de Clínica Médica do Hospital das Clínicas da USP-Ribeirão Preto.

Homens com mais de 100 cm de cintura têm probabilidade duas vezes maior de morrer prematuramente do que os que têm menos de 85 cm, como verificou, ano passado, um estudo com mais de 350 mil participantes. (No caso das mulheres, mais de 90 cm de cintura já levanta a bandeira vermelha.)

Eduardo também roncava. Essa característica, muito mais comum em homens, não é apenas um incômodo que provoca insônia nas mulheres; ela pode indicar uma doença perigosa chamada apneia do sono. Quem sofre disso (dois terços são homens) para de respirar enquanto dorme, durante 10 a 30 segundos por vez, até 400 vezes por noite. “Já está provado que a diminuição recorrente de oxigênio durante o sono provoca distúrbios que podem causar doença cardíaca. O microdespertar e a sensação de afogamento deixam o sistema nervoso simpático em alerta. A consequência é um ‘caldo’ de estresse para o organismo, exatamente quando ele deveria descansar: a adrenalina cai no sangue, ocorre taquicardia, a pressão sobe e há mais risco de inflamações nas artérias”, adverte o Dr. Geraldo Lorenzi Filho, diretor do Laboratório do Sono, do Instituto do Coração (InCor), em São Paulo. “Nem todos os que roncam têm apneia. Mas, se seu ronco é alto e incomoda os outros, procure fazer uma polissonografia”, orien­ta o médico.


Ainda assim, embora a probabilidade de sofrer doença cardíaca seja maior em homens – pelo menos até os 65 anos, quando as mulheres os alcançam –, eles têm uma vantagem na hora de lidar com o problema. As mudanças de estilo de vida (adotar uma alimentação saudável, praticar exercícios regularmente, evitar o fumo, emagrecer) são a primeira linha de defesa, ainda que os remédios também sejam necessários. E os especialistas dizem que, depois que se decidem, os homens perdem o excesso de peso com mais facilidade que as mulheres, por causa do metabolismo mais rápido.

“Mudei toda a minha alimentação. Lembro de várias vezes que troquei o almoço no restaurante da empresa por sanduíches na rua. Hoje como na hora certa, compro verduras, diminuí o sal ao máximo, substituí a carne vermelha pela soja. Pizza só uma vez por semana. Antes de colocar um simples molho de pimenta no prato, dou uma olhadinha no rótulo. Estou sempre verificando a quantidade de sódio dos alimentos”, conta Eduardo, que pediu demissão em setembro do ano passado, para ficar longe do estresse.
Sintomas de doenças cardíacas em jovens e crianças

Quando Maura Assunção, dona de casa em Ouro Branco, Minas Gerais, deu uma geral na alimentação e no seu estilo de vida em meados de 2008, tinha intenção de proteger a própria saúde: acabara de saber que sofria de diabete tipo 2. Mas, durante a mudança de estilo de vida, descobriu um aliado inesperado dentro de casa, que também foi beneficiado: seu filho Alcir. O garoto de 12 anos não estava muito acima do peso – tinha 62 kg para 1,60 m de altura –, mas levava uma vida muito sedentária, com hábitos pouco saudáveis: passava muito tempo em frente à TV e jogando videogame, além de consumir guloseimas. Hoje ele está bem diferente.

Como a mãe, Alcir trocou pizzas e chocolates por uma alimentação rica em frutas, legumes e verduras, além de cortar o açúcar e diminuir o consumo de frituras, tudo sob a supervisão da nutricionista que cuida da dieta da mãe. Ele perdeu 6 kg em 7 meses e passou a andar de bicicleta e jogar futebol todos os dias. “Eu me sinto bem melhor praticando esportes e comendo coisas saudáveis. Na escola, nem como muito as comidas da cantina”, diz Alcir, hoje mais fã de melancia e tomate do que de balas e bombons.

O regime de Alcir pode salvar a vida dele. No ano passado, um estudo surpreendente revelou que crianças e adolescentes obesos têm artérias parecidas com as de uma pessoa de 45 anos. Crianças com colesterol alto mostraram as mesmas mudanças desanimadoras. “Em adolescentes, a obesidade é uma bomba-relógio”, diz o Dr. Lois Tadeu de Almeida Teixeira, chefe de Clínica Médica e Endocrinologia do Hospital Memorial, no Rio de Janeiro.

“Desde os primeiros anos de vida, já começam a se acumular pequenos filamentos de gordura nas artérias. Mas o efeito só será percebido após 10 ou 15 anos”, afirma o especialista, alertando também para as causas hereditárias e ambientais. “O filho de um pai obeso tem 40% de chance de se tornar obeso na idade adulta. Com os dois pais obesos, a chance é de 80%, tanto pelos hábitos quanto pela tendência genética.”

As novas diretrizes da Academia Americana de Pediatria (AAP) dizem que crianças obesas ou que têm outros fatores de risco, como histórico familiar, deveriam fazer um exame de colesterol aos 10 anos, e até insistem com os médicos para que considerem o uso de estatinas nas que têm risco mais alto, se nada mais funcionar. As recomendações provocaram controvérsia, mas a AAP insiste que isso não significa obrigar milhões de crianças a tomar remédio.


Saiba como prevenir doenças do coração em jovens e crianças

No Brasil, o uso de estatinas já é padronizado em casos mais graves de obesidade infantil, superando a fase de polêmicas. No entanto, segundo Lois Tadeu, a primeira opção foi e sempre será uma mudança no estilo de vida do jovem. “Queremos chamar a atenção para o aumento da obesidade juvenil, hoje um problema de saúde pública, e avisar aos pais que os maus hábitos de saúde podem predispor os filhos a infartos, derrames precoces, hipertensão arterial e outras doenças. Os depósitos nas coronárias começam assim”, alerta ele. “Só se deve pensar no uso de estatinas no caso de crianças com a pior combinação possível de fatores de risco, em que as mudanças no estilo de vida não foram eficazes.”

Mas os pais precisam garantir a boa alimentação e a atividade física regular dos filhos, mesmo que não estejam gordinhos. Leonardo Santana, de 31 anos, sabe que ele e a mulher, Fernanda, de 33, além das filhas – Lara, de 1 ano e 8 meses, e Gabriela, ainda no útero da mãe –, precisam tomar cuidado com as armadilhas genéticas. Os dois lados têm histórico de obesidade na família, um fator de risco para doenças cardiovasculares, embora os dois sejam magros e façam mmuito exercício – Leonaarddo &eeacutte; praticante de Le Parkour e o casal costuma caminhar diariamente, seja a passeio ou para resolver problemas no centro do Rio de Janeiro.

Assim, a família decidiu cuidar mais da alimentação. “Ficamos assustados com a quantidade de substâncias químicas presentes nos alimentos industrializados”, recorda Leonardo. Agora, além de consumirem muitas frutas, verduras e legumes, eles examinam os rótulos em busca de perigos como as gorduras trans. Também trocaram a margarina pelo azeite de oliva, que é melhor para o coração. As carnes vermelhas são consumidas com moderação, assim como o sal, e nem pensar em fast-food!

“É mais fácil fazer as crianças aceitarem quando são acostumadas desde pequenas. Até por causa do gosto. A Lara estranha se alguém tenta dar refrigerante a ela. Não gosta mesmo”, diz Fernanda. “Depois de ver o que acontece com quem se alimenta mal, decidimos ser mais rígidos. Esperamos que nossas filhas mantenham os bons hábitos no futuro, mas não deixaremos muita escolha dentro de casa enquanto forem mais novas. Elas terão de praticar alguma atividade física, e não terão estímulo para se tornarem sedentárias”, completa Leonardo.
Números da saúde

Quando se pensa em risco cardíaco, a pessoa costuma recapitular as suas taxas de colesterol. Esses dados são importantes, mas também existem outros.

• O colesterol total deve estar abaixo de 200 miligramas por decilitro (mg/dl).
• O LDL-colesterol deve estar abaixo de 100 mg/dl.
• O HDL-colesterol deve estar acima de 50 mg/dl (no caso das mulheres) e acima de 40 mg/dl para os homens.
• Os triglicerídios devem estar abaixo de 150 mg/dl.
• A glicemia em jejum deve estar abaixo de 100 mg/dl.
• A pressão arterial deve ser igual ou inferior a 120/80 mmHg.
• O índice de massa corporal (IMC) deve ser igual ou inferior a 25. Se seu IMC (relação entre peso e altura) estiver acima de 25, o risco cardíaco aumenta 32%. Se estiver acima de 29, o risco aumenta 81%.
• A circunferência da cintura deve ser igual ou inferior a 87,5 cm para as mulheres e igual ou inferior a 100 cm para os homens.


Confira os 6 números que vão salvar sua vida
Exames para prevenir problemas no coração (e alguns para se pensar a respeito)

Herança Genética | O médico fará perguntas sobre as condições de saúde de seus familiares. Se o seu pai teve doença cardíaca antes dos 55 anos ou sua mãe antes dos 65 anos, isso praticamente duplica seu risco cardíaco. As condições de saúde de seus irmãos também são importantes. Se seu irmão ou irmã apresentam doença cardíaca, sua probabilidade de também apresentá-la duplica.

Exames de Sangue | A seguir, o médico aferirá sua pressão arterial e verificará a sua glicemia (nível sanguíneo de açúcar), porque a presença de diabete melito quase dobra a probabilidade de doença cardíaca. Além disso, um lipidograma (níveis sanguíneos das três gorduras principais) em jejum será solicitado. A LDL (lipoproteína de baixa densidade associada ao colesterol), também conhecida como o colesterol ruim, acumula-se nas paredes internas dos vasos sanguíneos e é um dos componentes da placa aterosclerótica que reduz o calibre dos vasos. A HDL (lipoproteína de alta densidade associada ao colesterol) retira o excesso de colesterol das artérias e leva-o para o fígado para ser metabolizado, enquanto os triglicerídios são uma fonte de energia para o corpo, mas também causam problemas, possivelmente porque contribuem para o espessamento das paredes das artérias.

Todos esses valores são importantes, embora algumas combinações sejam mais importantes. A síndrome metabólica, uma condição na qual o corpo não consegue lidar de forma apropriada com a insulina, duplica a chance de infarto do miocárdio. O diagnóstico se baseia na identificação dos seguintes fatores: obesidade abdominal, níveis sanguíneos elevados de triglicerídios, níveis sanguíneos baixos de HDL, pressão arterial elevada e níveis sanguíneos elevados de glicose.
Exames úteis para seu coração


Muitos cardiologistas afirmam que os exames a seguir podem fornecer informações adicionais úteis:

A proteína C-reativa ultrassensível é uma proteína produzida pelo fígado em resposta à inflamação. Existem cada vez mais evidências de que a inflamação é tão importante para a doença cardíaca quanto os níveis sanguíneos elevados de colesterol, portanto, esse exame simples pode se tornar em breve parte da avaliação padronizada de risco cardíaco. Os resultados acima de 3 mg/dl são considerados de alto risco, mas outras doenças ou o sobrepeso também podem elevar os níveis sanguíneos dessa proteína.

Para determinar o índice tornozelo-braquial, o médico afere a pressão arterial no braço e no tornozelo. Se a pressão no tornozelo for substancialmente menor, isso sugere que as artérias estão obstruídas.

Os resultados parecem ser especialmente proveitosos para as mulheres, deslocando uma porcentagem substancial da categoria de baixo risco para a de alto risco.

Mas atenção: esse é um exame mais caro e nem todos os médicos têm o equipamento para fazê-lo.



A melhor receita para um coração saudável:
Praticar Atividade Física

Quando se trata de prevenção da doença cardíaca, especialistas afirmam que a prática regular de atividades físicas é uma das melhores maneiras de reduzir o risco, sendo tão efetiva quanto as estatinas. Mulheres que praticam exercícios vigorosos durante três horas por semana reduzem seu risco cardíaco em 30% a 40% de acordo com o estudo em grande escala Nurses’ Health Study.

Exercícios aeróbicos vigorosos reduzem os níveis do colesterol ruim e elevam os do bom colesterol, diminuem os níveis sanguíneos de triglicerídios e evitam o acúmulo de placas nas artérias. Além disso, combatem a perigosa gordura abdominal. E não é preciso ir à academia. Estudos demonstram que os exercícios também são efetivos quando divididos ao longo do dia, como subir escadas no trabalho, caminhar na hora do almoço etc.
Alimentação Saudável

Suas papilas gustativas não precisam sofrer para seu coração se manter saudável: estudos mostram que uma dieta do tipo mediterrânea, com ênfase nas gorduras monoinsaturadas (encontradas no azeite, nas amêndoas e até mesmo no chocolate amargo), é melhor para a saúde cardiovascular do que a ingestão de pouca gordura. Quais são os benefícios para você? Um estudo realizado com mais de duas mil pessoas idosas de 11 países constatou que as que consumiam a dieta mediterrânea tinham probabilidade quase 30% menor de morrer por causa de doença cardiovascular. (A dieta também reduziu o risco de morte por outras causas em 26%.)

O que comer para não ter problemas no coração:

BASTANTE
Grãos integrais
Frutas e verduras
Nozes, legumes, peixe e aves (fontes de proteína)
Azeite (fonte de gordura)

MUITO POUCO
Grãos refinados
Carne vermelha
Bebidas com açúcar















3 comentários:

  1. Se a pessoa tem diabetes é morte certa....fica logo curada.

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  2. Realmente, caro Anônimo, a morte é uma passagem para outras plagas. Não creio que a Babosa nos seja este passaporte...
    Forte abraço amigo Anônimo!

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