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terça-feira, 7 de setembro de 2010

Eden Ahbez






                               Eden Ahbez                                     

















   Minha natural aversão aos críticos de arte tem (obviamente) lá suas razões, e são tantas... A necessidade de rotular arte tal como isso ou aquilo é o que de mais nojento fazem os críticos. Inconformados com os grandes rótulos (os genéricos): Erudita e Popular, subdivididos em seus pequenos rótulos: Renascentista, Barroco, Romantismo, Classicismo, Impressionismo, modernismo, Pós modernismo (quanto ismo...), na primeira divisão, e:  Rock, Jazz, Blues, Samba, Pop, New Age... (Só para citar alguns exemplos da segunda divisão) e, cada um desses citados, possui dezenas de micro-divisões, querem ver? Só como exemplo,  vejamos na música que se rotula de Rock, alguns de seus fragmentos:
 (Este trecho que circula na Internet descreve alguns tipos de Rock de forma muito sarcástica)


   "No alto do castelo, há uma linda princesa - muito carente - que foi ali trancada, e é guardada por um grande e terrível dragão”...

HEAVY METAL:
O protagonista chega ao castelo numa Harley Davidson, mata o dragão, enche a cara de cerveja com a princesa e depois transa com ela.

METAL MELÓDICO:
O protagonista chega ao castelo num cavalo alado branco, escapa do dragão, salva a princesa, fogem para longe e fazem amor.

THRASH METAL:
O protagonista chega no castelo, duela com o dragão, salva a princesa e transa com ela.

POWER METAL:
O protagonista chega brandindo sua espada e trava uma batalha gloriosa contra o dragão. O dragão sucumbe enquanto ele permanece em pé, banhado pelo sangue de seu inimigo, sinal de seu triunfo. Resgata a princesa. Esgota a paciência dela com auto-elogios e transa com ela.

FOLK METAL:
O protagonista chega acompanhado de vários amigos e duendes tocando acordeon, alaúde, viola e outros instrumentos estranhos. Fazem o dragão dormir depois de tanto dançar, e vão embora, sem a princesa, pois a floresta está cheia de ninfas, elfas e fadas.

VIKING METAL:
O protagonista chega em um navio, mata o dragão com um machado, assa e come. Estupra a princesa, pilha o castelo e toca fogo em tudo antes de ir embora.

DEATH METAL:
O protagonista chega, mata o dragão, transa com a princesa, mata a princesa e vai embora.

BLACK METAL:
Chega de madrugada, dentro da neblina. Mata o dragão e empala em frente ao castelo. Sodomiza a princesa, a corta com uma faca e bebe o seu sangue em um ritual até matá-la. Depois descobre que ela não era mais virgem e a empala junto com o dragão.

GORE:
Chega, mata o dragão. Sobe no castelo, transa com a princesa e a mata. Depois transa com ela de novo. Queima o corpo da princesa e transa com ele de novo.

SPLATTER:
Chega, mata o dragão, abre-o com um bisturi. Sodomiza a princesa com as tripas do dragão. Abre buracos nela com o bisturi e estupra cada um dos buracos. Tira os globos oculares da princesa e estupra as órbitas. Depois mata a princesa, faz uma autópsia, tira fotos, e lança um álbum cuja capa é uma das fotos.

DOOM METAL:
Chega no castelo, olha o tamanho do dragão, fica deprimido e se mata. O dragão come o cadáver do protagonista e depois come a princesa.

WHITE METAL:
Chega ao castelo, exorciza o dragão, converte a princesa e usa o castelo para sediar mais uma "Igreja Universal do Reino de Deus”.

NEW METAL:
Chega ao castelo se achando o bonzão e dizendo o quanto é bom de briga. Quer provar para todos que também é foda e é capaz de salvar a princesa. Acha que é capaz de vencer o dragão; perde feio e leva o maior cacete. O protagonista New Metal toma um prozak e vai gravar um disco "The Best Of”.

GRUNGE:
Chega drogado, escapa do dragão e encontra a princesa. Conta para ela sobre a sua infância triste. A princesa dá um soco na cara dele e vai procurar o protagonista Heavy Metal. O protagonista grunge sofre uma overdose de heroína.

ROCK N'ROLL CLÁSSICO:
Chega de moto fumando um baseado e oferece para o dragão, que logo fica seu amigo. Depois acampa com a princesa numa parte mais afastada do jardim e depois de muito sexo, drogas e rock n roll, tem uma overdose de LSD e morre sufocado no próprio vômito.

PUNK ROCK:
Cospe no dragão, joga uma pedra nele e depois foge. Pixa o muro do castelo com um "A" de anarquia. Faz um moicano na princesa e depois abre uma barraquinha de fanzines no saguão do castelo.

EMOCORE:
Chega ao castelo e conta ao dragão o quanto gosta da princesa. O dragão fica com pena e o deixa passar. Após entrar no castelo ele descobre que a princesa fugiu com o protagonista Heavy Metal. Escreve uma música de letra emotiva contando como foi abandonado pela sua amada e como o mundo é injusto.

PROGRESSIVO:
Chega, toca um solo virtuoso de guitarra de 26 minutos. O dragão se mata de tanto tédio. Chega até a princesa e toca outro solo que explora todas as técnicas de atonalismo em compassos ternários compostos aprendidas no último ano de conservatório. A princesa foge e vai procurar o protagonista Heavy Metal.

HARD ROCK:
Chega em um conversível vermelho, com duas loiras peitudas e tomando Jack Daniel's. Mata o dragão com uma faca e faz uma orgia com a princesa e as loiras.

GLAM ROCK:
Chega no castelo. O dragão rí tanto quando o vê que o deixa passar. Ele entra no castelo, rouba o hair dresser e o batom da princesa. Depois a convence a pintar o castelo de rosa e a fazer luzes nos cabelos.

INDIE ROCK:
Entra pelos fundos do castelo. O dragão fica com pena de bater em um nerd franzino de óculos e deixa ele passar. A princesa não aguenta ouvir ele falando de moda e cinema, e foge com o protagonista Heavy Metal.



   Existem muito mais divisões, e o número cresce constantemente, agora mesmo, neste exato momento, algum crítico imbecil  (redundância) deve estar a criar um novo designativo (novo rótulo) para alguma zoada repugnante e indigesta que esteja a ouvir, fruto das lucubrações mentais de algum doidivanas embriagado a acompanhar-se d'uma banda de lata, ou, de uma Banda de Latas...
   Bem, este lobão que vos fala aceita as divisões normais na Música Erudita, e, aceita também as divisões normais e genéricas da música popular, naturalmente que estas últimas fronteiras são um tanto quanto complicadas de  se estabelecerem, é certo, mas, com jeito, tudo se acerta. Não se pode, entretanto,  é ficar "inventando" estilos e nomenclaturas  diferentes para qualquer frase musical idiota que qualquer compositorzinho igualmente idiota, tenha tido o desplante e ousadia de "criar". Principalmente aqui na nossa terrinha, em que nossos ilustres músicos compositores parecem ter a mentalidade de uma criança de dez anos, mentalmente retardada.

   Bem, este preâmbulo meio zangado, meio enfezado, é apenas para servir-nos de intróito para este outro  pequeno trecho, que circula pela Internet, até na Wikipédia, modificado aqui e acolá, cada um querendo dar seu timbre pessoal, mas, o que se sabe é que é texto copiado sim, sabe-se lá de quem mas, o é. Vejamos, é interessante:

   "So, here's a great, great (one of the best) goofy odd 60's exotica albums of all times from one of the weirdest and unexplained composers ever. It's kitschy and almost child-like atmosphere, brilliance of arrangement with tasteful yet naive choruses of paradises lost and psychedelic roads of calmness, definitely lock-up the age of relaxed psy music makers into the 60's. It is very strange how far and "romantic" this record sounds. It's like we will never hear something this childish done with such an effort for detail."
   "Ahbez boasted a resumé as colorful and mysterious as his music. Born Alexander Aberle in Brooklyn in the early 20th century, he changed his name in the 1940s shortly after moving to (where else?) California. A hippie a good 20 years before his time, he cultivated a Christ-like appearance with his shoulder-length hair and beard. He claimed to live on three dollars a week, sleeping outdoors with his family, eating vegetables, fruits, and nuts."Leia mais  AQUI    e   AQUI       

   Bem, é difícil rotular Ahbez, muito difícil, mas, nem por isso vamos agora ficar inventando nomes esdrúxulos para movimentos idem, só na tentativa de encaixar isso ou aquilo outro.
   Eden Ahbez, o grande  ahbe, compositor da magnífica Nature Boy, imortalizada na voz de Nat King Cole (ouça aqui)    o excepcional e estanho Eden Ahbez foi, simplesmente, um compositor popular, é, deve ser incluído nesta divisão da música, da qual foi um grande colaborador e construtor, sem exageros, sem exotismos ou nomenclaturas entranhas, somente "popular".
   Agora, eu aqui, vou colocá-lo na Página Classic Rock, que, como costumo dizer, tem me servido como um grande baú, onde coloco de tudo. Tudo aquilo para o qual  não encontro lugar adequado...
   Bem, Pop, Rock,  Esotic, Kitsh,  Trash... Independentemente do rótulo, Eden Ahbez deve ser ouvido, contemplado e estudado. Este  cabeludo precursor dos Hippies, nascido em 1908, vegetariano, que costumava usar  sandálias e roupas brancas, dormia ao ar livre com sua família e afirmava viver com apenas três dólares por semana, e assim o fazia, enquanto estudava filosofia oriental, deve ser conhecido e admirado.
   Bem, ouçamos Eden Ahbz!








                                                                                                                                                         

domingo, 5 de setembro de 2010

Lotte Lehmann - Airs d'Operas




                 Lotte Lehmann - Árias de Óperas                   











 











   Esta fabulosa soprano alemã (Brandenburg) Charlote Lehmann, iniciou-se profissionalmente em 1910, na Ópera de Hamburgo e, em 1916 na Ópera de Viena, Richard Strauss, encantado com sua interpretação, convida-a para cantar na estréia mundial da ópera  Ariadne auf Naxos.
   "Ainda na fase vienense de sua carreira, Lehmann adentra no seleto repertório de lied alemão, realizando inclusive algumas gravações. Com o amadurecimento nessa seara, Lehmann se tornaria conhecida como uma das intérpretes mais vibrantes e expressivas desse gênero de canções, sendo muitas de suas gravações até hoje tidas como clássicos." (leia mais)

  "Soprano Lotte Lehmann (born on 27 February 1888, Germany; died on 26 August 1976 USA) made her operatic debut at the Hamburg Opera in 1910 and sang her last recital in August 1951. Creator of roles by Strauss and Korngold, Lehmann fled the Nazis, emigrated to the United States in 1938. A founder of the Music Academy of the West in California, Lehmann was a profoundly influential teacher, a published author, poet, and painter. Her recorded legacy spans 500 releases. After retiring, she taught at her home in Santa Barbara almost until her death in 1976 at the age of 88." (leia mais  THE OFFICIAL LOTTE LEHMANN WEBSITE)







01. Beethoven (Fidelio) Komm, O Hoffnung
02. Weber (Freischutz) Wie nahte mir die schlummer
03. Weber (Oberon) Ozean, du Ungeheuer!
04. Nicolai (Die lustigen Weiber) Nun eilt herbei!
05. Wagner (Lohengrin) Euch Luften
06. Wagner (Tannhauser) Allmacht'ge Jungfrau
07. Wagner (Tristan) Mild und leise (Isoldes Liebestod)
08. Strauss R. (Rosenkavalier) Da geht er hin
09. Strauss R. (Ariadne auf Naxos) Sie atmet leicht…es gibt ein Reich
10. Strauss R. (Arabella) Mein Elemer
11. Korngold (Die tote Stadt) Der Erste, der Lieb' mich gelehrt
12. Korngold (Das Wunder der Heliane) Ich ging zu ihm
13. Strauss Jr. (Die Fledermaus) Klange der Heimat
14. Lehar (Eva) So war meine Mutter…War es auch nichts als ein Augenblick




***





Ouça mais Lott Lahmann:
Estes Links são da Lotte Lehmann Foundation 


SELECTED ARIAS (the numbers refer to the discography)
1. "Komm, O Hoffuning" from Beethoven's FIDELIO (103)
2. "Wie nahte mir der Schlummer" from Weber's DER FREISCHÜTZ (143)
3. "Ozean du Ungeheuer!" from Weber's OBERON (083)
4. "Wie nahte mir der Schlummer" from Weber's DER FREISCHÜTZ (143)
5. "Nun eilt herbei!" from Nicolai's DIE LUSTIGEN WEIBER VON WINDSOR (290)
6. "Euch Lüften" from Wagner's LOHENGRIN (171)
7. "Allmächt'ge Jungfrau" from Wagner's TANNHÄUSER (170)
8. "Mild und leise" from Wagner's TRISTAN UND ISOLDE (177b)
9. "Da geht er hin" from DER ROSENKAVALIER by Richard Strauss (218)
10. "Sie atmet leicht...es gibt ein Reich" ARIADNE AUF NAXOS by R. Strauss (111)
11. "Mein Elemer" from ARABELLA by R. Strauss (208)
12. "Ich ging zu ihm" from Korngold's DAS WUNDER DER HELIANE (107)
13. "Klänge der Heimat" from DIE FLEDERMAUS by Johann Strauss Jr. (186)
14. "So war meine Mutter...Es auch nichts " from Lehár's EVA (109)
15. "Man nennt mich jetzt Mimi" from Puccini's LA BOHEME (041) (Better known as "Mi chimano Mimi")
16. "Dich, teure Halle" from TANNHÄUSER by Wagner (169)
17. "Hinweg! Hinweg!" from DIE WALKÜRE by Wagner (433)

SELECTED SONGS / LIEDER
1. "An den Mond (Geuss lieber Mond)" by Schubert (399)
2. "An die Nachtigall" by Brahms (312)
3. "An die ferne Geliebte" by Beethoven (459c) from a live broadcast of a recital from Town Hall.
4. "Auf dem Hügel"
5. "Wo die Berge"
6. "Leichte Segler"
7. "Diese Wolken"
8. "Es kehret"
9. "Nimm sie hin denn"
10. "Allerseelen" by Richard Strauss (350)
11. "Allerseelen" from the radio broadcast
12. "Auch kleine Dinge" by Wolf (284)
13. "Auf dem Kirchhofe" by Brahms (313)
14. "Auf ein altes Bild" by Wolf (282)
15. "Aufträge" by Schumann (119a)
16. "Bist du bei mir" by Bach, now attributed to Stölzel (162)
17. "Brauner Bursche" by Brahms (395a)
18. "Da unten im Tale" by Brahms (316b)
19. "Die Männer sind méchant" by Schubert (408)
20. "Die Mainacht" by Brahms (310)
21. "Die Zeitlose" by Strauss (418a) This is a 45 rpm with less surface noise than a 78.
22. "Du bist wie eine Blume" by Schumann (154)
23. "Du meines Herzens Krönelein" by Strauss (419)
24. "Erlaube mir, feins Mädchen" by Brahms (316a)
25. "Feinliebchen, du sollst" by Brahms (311)
26. "Freiheit die ich meine" by Groos (549)
27. "Frühling übers Jahr" by Wolf (281)
28. "God Bless America" by Berlin (410)
29. "He Zigeuner" by Brahms (395a)
30. "Heimweh" by Wolf (288)
31. "In der Frühe" by Wolf (283)
32. "Infidélité" by Hahn (415) This is a 45 rpm with less surface noise than a 78.
33. "Ich muss wieder einmal in Grinzing sein! by Benatzky (367) The original "dialect" (as well at the English translation) is now available.
34. "La vie anterieure" by Duparc (416) This is a 45 rpm with less surface noise than a 78.
35. "L'enamourée" by Hahn (414) This is a 45 rpm with less surface noise than a 78.
36. "Morgen" by Richard Strauss (351)
37. "My Lovely Celia" by Munro (365)
38. "Der Nussbaum" by Schumann (117)
39. "O liebliche Wangen" by Brahms (317b)
40. "Peregrina I" by Wolf (286)
41. "Psyche" by Paladilhe (417)This is a 45 rpm with less surface noise than a 78.
42. "She Never Told Her Love" by Haydn (366)
43. "Sonntag" by Brahms (317a)
44. "Ständchen" by Richard Strauss (353)
45. "Widmung" by Schumann (153)
46. "Wie bist du meine Königin" by Brahms (314) This is a 45 rpm with less surface noise than a 78.
47. "Wir wandelten" by Brahms (315)
48. "Wozu noch" by Strauss (418b)
49. "Die Zeitlose" by Strauss (418a) This is a 45 rpm with less surface noise than a 78.
50. "Zueignung" by Richard Strauss (352)

THE COMPLETE WINTERREISE OF SCHUBERT

EARLIEST RECORDINGS
 Lotte Lehmann's very first recordings.
1. Wagner: Lohengrin: Einsam in trüben Tagen (001)
2. Wagner: Lohengrin: Euch Lüften, die mein Klagen (002)
3. Wagner: Tannhäuser: Dich teure Halle (003)
4. Wagner: Tannhäuser: Allmächt'ge Jungfrau (004)
5. Wagner: Lohengrin: Du Ärmste kannst wohl nie ermessen (005)
6. Weber: Der Freischütz: Alles pflegt schon längst der Ruh' (008)
7. Gounod: Faust: Es war ein König in Thule (011)
8. Gounod: Faust: Er liebt mich (012)
9. Puccini: La Bohème: Man nennt mich jetzt Mimi (014)
10. Puccini: Madame Butterfly: Über das Meer (023)
11. Tchaikovsky: Eugen Onegin: Ich schrieb' an Sie (Ich schrieb' an Sie) (015)
12. Thomas: Mignon: Kennst du das Land (016)
13. Puccini: Madame Butterfly: Eines Tages sehen wir (017)
14. Mozart: Marriage of Figaro: Heil'ge Quelle (018)
15. Mozart: Marriage of Figaro: O säume länger nicht (019)
16. Bizet: Carmen: Ich sprach, dass ich furchtlos mich fühle (020)
17. Thomas: Mignon: Dort bei ihm ist sie jetzt (021)
18. Weber: Der Freischütz: Wie nahte mir der Schlummer (022)
19. Massenet: Manon: Nützet die schönen, jungen Tage (024)
20. Wagner: Die Walküre: Du bist der Lenz (025)




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                                                                                                                          Gold Series               

sábado, 4 de setembro de 2010

Nellie Melba - The 1904 London Recordings

                        Great Singers - Melba                                




















   Se houve uma soprano Australiana de grande renome e talento, essa foi Helen Porter Mitchell. Nascida em Melbourne, na segunda metade do século dezenove,  aí reside  a orígem de seu nome artístico, nome mundialmente  respeitado e admirado pelos  amantes do  belo canto:  Nellie Melba.
   "A sua voz ficou célebre pela pureza e flexibilidade. Os seus papéis mais apreciados eram os de Mimi em La Bohème, de Puccini, o de Gilda no Rigoletto, de Verdi, o de Rossina no Barbeiro de Sevilha, e o papel principal em Lucia di Lammermoor, de Donizetti." (Wikipédia)



   Agora, nestas já avançadas horas da noite, como costumo dizer:  Se me dão licença, vou pôr este disco na vitrola e morrer só mais um pouquinho...!






01. Tosti - Mattinata
02. Bemberg - Nymphes et sylvains
03. Verdi - La Traviata - Ah! fors'e lui
04. Verdi - La Traviate - Follie! - Sempre libera
05. Traditional - Comin' thro' the Rye
06. Arditi - Se saran rose
07. Donizetti - Lucia - Del ciel demente un riso
08. Handel - Il Penseroso - Sweet Bird that Shunn'st the Noise of Folly
09. Handel - Il Penseroso - Thee, Chauntress, Oft the Woods among I Woo
10. Tosti - Goodbye
11. Thomas - Hamlet - A vos jeux, mes amis...
12. Thomas - Hamlet - Et maintenant, écoutez ma chanson
13. Verdi - Rigoletto - Caro nome che il mio cor
14. Verdi - La Traviata - Sempre libera
15. D'Hardelot - Three Green Bonnets
16. Mozart - Le Nozze di Figaro - Porgi Amor
17. Hahn - Si mes vers avaient des ailes
18. Puccini - La Bohème - Donde lieta usci ...
19. Bemberg - Chant Vénitien
20. Bemberg - Les anges pleurent
21. Bach Gounod - Ave Maria
22. Handel - Il Penseroso - Sweet Bird








cis

                                                                                                                              Gold Series           

Leslie Bassett - Sidney Hodkinson - Lawrence Moss

           American Society of University Composers




















Concerto for Two Pianos and Orchestra - Leslie Bassett
Fernando Laires and Nelita True - piano
Midland Symphony Orchestra, Don Jaeger - conductor

***

November Voices, A Ceremony for Voice, Narrator and Ensemble - Sidney Hodkinson
Eastman Musica Nova Ensemble, Sidney Hodkinson - conductor 
Rayburn Wright - assisting conductor
Stanley Cornett - tenor
Dana McKay Kriehbiel - soprano
Steven Kujara - narrator

***

Omaggio II for four-hand piano and tape - Lawrence Moss
Sheryl Seltzer and Joel Sachs - piano


***











                                                                                                                                                            

domingo, 29 de agosto de 2010

Vodjani Sina - Zarathustra

                      ZARATHUSTRA                               
















  Se se pergunta de onde surgiram as idéias comuns às tres mais importantes religiões do planeta, Judaísmo Cristianismo e Islamismo, quanto ao monoteísmo, juízo final, céu e inferno, ressurreição e etc., a resposta é simples: Vêm todas do Zoroastrismo e, apesar de ser a orígem dos principais dogmas das religiões mais comuns, extranhamente tem poucos seguidores, 100 mil na Índia, dizem as estatísticas, 20 mil no Irã e, em números insignificantes, mais alguns na Europa e América do Norte.

   Nascimento de Zaratustra

   "Há muito tempo, nas estepes a perder de vista da Ásia Central perto do Mar de Aral, havia uma pequena vila de casas de adobe, onde vivia a família Spitama. Um dia, no sexto dia da primavera, um menino nasceu naquela família. A sua mãe e seu pai decidiram dar-lhe o nome de Zaratustra. Ao nascer, Zaratustra não chorou, pelo contrário, riu sonoramente. As parteiras, vendo aquilo, admiraram-se, pois nunca tinham visto um bebê rir ao nascer.

Na vila havia um sacerdote que percebeu que aquele menino viria a ser um revolucionário do pensamento humano e o que enfraqueceria o poder dos 'donos ' das religiões. Ele então decidiu tomar providências e procurou Pourushaspa, o pai de Zaratustra, com a seguinte conversa: 'Pourushaspa Spitama, vim avisar-lhe. Seu filho é um mau sinal para a nossa vila porque riu ao nascer, ele tem um demônio. Mate-o ou os deuses destruirão seus cavalos e plantações. Onde já se viu rir ao nascer nesse mundo triste e escuro! Os deuses estão furiosos!'.

Pourushaspa não queria ferir seu filho, mas o sacerdote insistiu e impôs uma prova.

Na manhã seguinte Pourushaspa fez uma grande fogueira, e à frente de todos colocou Zaratustra no meio do fogo, mas ele não sofreu dano algum. O sacerdote ficou confuso.

Zaratustra foi levado então para um vale estreito e colocado no caminho de uma boiada de mil cabeças de gado, para ser pisoteado. O primeiro boi da boiada percebeu o menino e ficou parado sobre ele, protegendo-o, enquanto o resto passava ao lado e o bebê não sofreu um só arranhão. O sacerdote logo arquitetou outro plano. O menino Zaratustra foi colocado na toca de uma loba que, ao invés de devorá-lo, cuidou dele até que Dugdav, sua mãe, viesse buscá-lo. Diante de tantos prodígios o sacerdote ficou envergonhado e mudou-se da vila.

Ao crescer, Zaratustra peramburalava pelas estepes indagando-se: 'Quem fez o sol e as estrelas do céu? Quem criou as águas e as plantas? E quem faz a lua crescer e minguar? Quem implantou nas pessoas a sua natural bondade e justiça?'.

Um dia Zaratustra estava meditando às margens de um rio quando um ser estranho lhe apareceu..." (Continue lendo em http://pt.wikipedia.org/wiki/Zaratustra)

Vida de Zaratustra

  "Zaratustra, nascido de uma virgem, deu uma grande gargalhada ao nascer. A natureza inteira se regozijou com a sua vinda ao mundo. Desde tenra idade, ele possuía uma sabedoria extraordinária, manifestada em sua conversação e em sua maneira de ser. Aos sete anos já teria começado a cultivar o silêncio. A sua vida foi salva muitas vezes dos inimigos que queriam martirizá-lo a fim de que não chegasse à maturidade e cumprisse a sua missão divina. Aos quinze anos de idade Zaratustra realizou valiosas obras religiosas e chegou a ser conhecido por sua grande bondade para com os pobres, anciãos, enfermos e animais.

Dos 20 aos 30 anos, segundo narrativas que chegaram a nós, Zaratustra viveu quase sempre isolado, habitando no alto de uma montanha, em cavernas sagradas. Não ingeria nenhum alimento de origem animal. Em outros relatos, teria ido ao deserto, onde fora tentado pelo diabo, mas não sucumbiu à tentação, de modo semelhante a Jesus, nos quarenta dias de provação no deserto. Após sete anos de solidão completa, regressou ao seu povo, e com a idade de trinta anos recebeu a revelação divina por meio de sete visões ou idéias." (Continue lendo em http://pt.wikipedia.org/wiki/Zaratustra)
 Cosmogonia
 " Na doutrina zaratustriana, antes de o mundo existir, reinavam dois espíritos ou princípios antagônicos: os espíritos do Bem (Ahura Mazda, Spenta Mainyu, ou Ormuz) e do Mal (Angra Mainyu ou Arimã). Divindades menores, gênios e espíritos ajudavam Ormuz a governar o mundo e a combater Arimã e a legião do mal. Entre as divindades auxiliares, como consta no Avesta a mais importante era Mithra, um deus benéfico que exercia funções de juiz das almas. No final do século III d.C, a religião de Mithra fundiu-se com cultos solares de procedência oriental, configurando-se no culto do Sol... (Continue lendo em http://pt.wikipedia.org/wiki/Zaratustra)





Prelúdio
Choupan
Ashem Vohu
Dear Friend
Sacred Fire
Don't Sleep
Persepolis
Chak Chak
Dashti
Wings of Love
Be the One
Emptiness
Zarathustra
Ahura & The Rising Sun
Asha







xava

                                                                                                                                                  Gold Series          

domingo, 22 de agosto de 2010

Diáspora Sefardí - Romances & Música Instrumental


                            Diáspora Sefardí                           





















  Em Israel, nos dias atuais, o termo Sefardita designa, genericamente, os Judeus do norte da África, o que constitui erro grave.  Os Sefarditas, ao fugirem da inquisição na Península Ibérica (Sefarad) dirigiram-se tanto para o Continente Africano quanto para outras partes do mundo, incluisive as Américas, e para o Brasil, aos milhares.  Tendo, inclusive, hoje nosso País, uma atuante Associação dos judeus descendentes dos Sefarditas vitimas da inquisição.
  Bem, eis uma pequena homenage aos Sefarditas de todo o mundo, principalmente aos brasileiros que muito têm lutado pelo reconhecimento de sua nacionalidade perdida!

    From Wikipedia, the free encyclopedia:
  "A Sephardi Jew is a Jew descended from, or who follows the customs and traditions followed by, Jews who lived in the Iberian Peninsula (modern Spain and Portugal) before their expulsion in the late 15th century. This includes both the descendants of Jews expelled from Spain under the Alhambra decree of 1492, or from Portugal by order of King Manuel I in 1497, and the descendants of crypto-Jews who left the Peninsula in later centuries to North Africa, Asia Minor, the Philippines and elsewhere around the world, and the descendants of crypto-Jews who remained in Iberia. In modern times, the term has also been applied to Jews who may not have been born Sephardi (or even Jewish) but attend Sephardic synagogues and practice Sephardic traditions. Today there are around 12,000 Jews in Spain and 2,500 in Portugal[1] (although it must be taken account that, when expelled from Portugal, Jews were allowed to stay if they converted to Christianity, resulting in a high percentage being assimilated in the Portuguese population. See: History of the Jews in Portugal). There is also a community of 600 in Gibraltar.[2] These are not necessarily Sephardi as defined above.

The name comes from Sepharad, a Biblical location. This was probably the "Saparda" mentioned in Persian inscriptions: the location of that is disputed, but may have been Sardis in Asia Minor. "Sepharad" was identified by later Jews as the Iberian Peninsula, and still means "Spain" in modern Hebrew.

For religious purposes, and in modern Israel, "Sephardim" is often used in a wider sense to include most Jews of Asian and African origin, who use a Sephardic style of liturgy. This article is mostly concerned with Sephardim in the narrower ethnic sense, rather than in this broader Modern Israeli Hebrew definition. See also: Jewish ethnic divisions.

The term Sephardi can also describe the nusach (Hebrew language, "liturgical tradition") used by Sephardi Jews in their Siddur (prayer book). A nusach is defined by a liturgical tradition's choice of prayers, order of prayers, text of prayers and melodies used in the singing of prayers. Sephardim traditionally pray using Minhag Sefarad, which is quite similar to Nusach Edot haMizrach (liturgy of the Eastern Congregations). For more details of the Sephardic liturgy see Sephardic Judaism.

Note that the term Nusach Sefard or Nusach Sfarad does not refer to the liturgy generally recited by Sephardim, but rather to an alternative Eastern European liturgy used by many Hasidim."



1

01. El Moro De Antequera
02. Levantose El Conde Nino
03. El Rey De Francia
04. Por Alli Paso Un Cavallero
05. Por Que Llorax BlancaNina
06. La Guirnalda De Rosas
07. Nani Nani
08. El Rey Que Tanto Madruga

2

01. Las Estrellas De Los Cielos
02. En La Santa Helena
03. A La Una Yo Naci
04. Improvisacion
05. Paxarico Tu Te Llamas
06. Yo Era Nina De Casa Alta
07. Longe De Mi Tu Estaras
08. Hermoza Muchachica
09. Axerico De Quinze Anos
10. Improvisacion Sobre 'Axerico'









                                                                                                                                  Gold Series                

O Paradigma Holográfico

 



Existe uma Realidade Objetiva?



  Em 1982 ocorreu um fato muito importante. Na Universidade de Paris uma equipe de pesquisa liderada pelo físico Alain Aspect realizou o que pode se tornar o mais importante experimento do século 20. Você não ouviu falar sobre isto nas notícias da noite. De fato, a menos que você tenha o hábito de ler jornais e revistas científicos, você provavelmente nunca ouviu falar no nome de Aspect.
E há muitos que pensam que o que ele descobriu pode mudar a face da ciência.
Aspect e sua equipe descobriram que sob certas circunstâncias partículas subatômicas como os elétrons são capazes de instantaneamente se comunicar umas com as outras a despeito da distância que as separe. Não importa se está distância é de 10 pés ou de 10 bilhões de milhas. De alguma forma uma partícula sempre sabe o que a outra está fazendo. O problema com esta descoberta é que isto viola a por muita tempo sustentada afirmação de Einstein que nenhuma comunicação pode viajar mais rápido do que a velocidade da luz. E como viajar mais rápido que a velocidade da luz é o objetivo máximo para quebrar a barreira do tempo, este fato estonteante tem feito com que muitos físicos tentem vir com maneiras elaboradas para descartar os achados de Aspect .
Mas também tem proporcionado que outros busquem explicações mais radicais.
O físico da Universidade de Londres, David Bohm, por exemplo, acredita que as descobertas de Aspect implicam na realidade objetiva não existe, que a despeito da aparente solidez o universo está no coração de um holograma fantástico, gigantesco e extremamente detalhado. Para entender porque Bohm faz esta afirmativa surpreendente, temos primeiro que saber um pouco sobre hologramas. Um holograma é uma fotografia tridimensional feita com a ajuda de um laser.
Para fazer um holograma, o objeto a ser fotografado é primeiro banhado com a luz de um raio laser. Então um segundo raio laser é colocado fora da luz refletida do primeiro e o padrão resultante de interferência (a área aonde se combinam estes dois raios laser) é capturada no filme. Quando o filme é revelado, parece um rodamoinho de luzes e linhas escuras. Mas logo que este filme é iluminado por um terceiro raio laser, aparece a imagem tridimensional do objeto original.
A tridimensionalidade destas imagens não é a única característica importante dos hologramas. Se o holograma de uma rosa é cortado na metade e então iluminado por um laser, em cada metade ainda será encontrada uma imagem da rosa inteira. E mesmo que seja novamente dividida cada parte do filme sempre apresentará uma menor, mas ainda intacta versão da imagem original. Diferente das fotografias normais, cada parte de um holograma contém toda a informação possuída pelo todo.
A natureza de “todo em cada parte ” de um holograma nos proporciona uma maneira inteiramente nova de entender
organização e ordem. Duran a maior parte de sua história, a ciência ocidental tem trabalhado dentro de um conceito que a melhor maneira para entender um fenômeno físico , seja ele um sapo ou um átomo, é dissecá-lo e estudar suas partes respectivas.
Um holograma nos ensina que muitas coisas no universo não podem ser conduzidas por esta abordagem. Se tentamos tomar alguma coisa a parte, alguma coisa construída holograficamente, não obteremos as peças da qual esta coisa é feita, obteremos apenas inteiros menores.
Este “insight” é o sugerido por Bohm como outra forma de compreender os aspectos da descoberta de Aspect. Bohm
acredita que a razão que habilita as sub partículas a permanecerem em contacto umas com as outras a despeito da distância que as separa não é porque elas estejam enviando algum tipo de sinal misteriosos, mas porque esta separação é uma ilusão.
Ele argue que em um nível mais profundo de realidade estas partículas não são entidades individuais, mas são extensões da mesma coisa fundamental. Para capacitar as pessoas a melhor visualizarem o que ele quer dizer, Bohom oferece a seguinte ilustração.
Imagine um aquário que contém um peixe. Imagine também que você não é capaz de ver este aquário diretamente e seu conhecimento deste aquário se dá por meio de duas câmaras de televisão, uma dirigida ao lado da frente e outra a parte lateral.
Quando você fica observando atentamente os dois monitores, você acaba presumindo que o peixe de cada uma das telas é uma entidade individual. Isto porque como as câmeras foram colocadas em ângulos diferentes, cada uma das imagens será também ligeiramente diferente. Mas se você continua a olhar para os dois peixes, você acaba adquirindo a consciência de que há uma relação entre eles.
Quando um se vira, o outro faz uma volta correspondente apenas ligeiramente diferente; quando um se coloca de frente para a frente, o outro se coloca de frente para o lado. Se você não sabe das angulações das cameras você pode ser levado a concluir que os peixes estão se intercomunicando, apesar de claramente este não ser o caso.
Isto, diz Bohm, é precisamente o que acontece com as partículas subatômicas na experiência de Aspect. Segundo Bohm, a aparente ligação mais-rápido-do que – a luz entre as partículas subatômicas está nos dizendo realmente que existe um nível de realidade mais profundo da qual não estamos privados, uma dimensão mais complexa além da nossa própria que é análoga ao aquário. E ele acrescenta, vemos objetos como estas partículas subatômicas como se estivessem separadas umas das outras porque estamos vendo apenas uma porção da realidade delas.
Estas partículas não são partes separadas mas sim facetas de uma unidade mais profunda e mais subliminar que é holográfica e indivisível como a rosa previamente mencionada. E como tudo na realidade física está compreendido dentro destes “eidolons”, o próprio universo é uma projeção, um holograma.
Em adição a esta natureza fantástica, este universo possuiria outras características surpreendentes. Se a aparente separação das partículas subatômicas é uma ilusão, isto significa que em nível mais profundo de realidade todas as coisas do universo estão infinitamente interconectadas.
Os elétrons num átomo de carbono no cérebro humano estão interconectados com as partículas subatômicas que
compreendem cada salmão que nada, cada coração que bate, e cada estrela que brilha no céu.
Tudo interprenetra tudo e embora a natureza humana possa buscar categorizar como um pombal e subdividir, os vários fenômenos do universo, todos os aportes toda esta necessidade é de fato artificial e todas de natureza que é finalmente uma rede sem sentido.
Em um universo holográfico, mesmo o tempo e o espaço nào podem mais serem vistos como fundamentais. Porque
conceitos como localização se quebram diante de um universo em que nada está verdadeiramente separado de nada, tempo e espaço tridimensional, como as imagens dos peixes nos monitores, também podem ser vistos como projeções de ordem mais profunda.
Este tipo de realidade a nível mais profundo é um tipo de super holograma no qual o passado, o presente, o futuro existem simultaneamente. Sugere que tendo as ferramentas apropriadas pode ser algum dia possível entrar dentro deste nível de realidade super holográfica e trazer cenas do passado há muito esquecido. Seja o que for que o super holograma contenha, é ainda uma questão em aberto. Pode-se até admitir, por amor a argumentação, que o super holograma é a matriz que deu nascimento a tudo em nosso universo e no mínimo contém cada partícula subatômica que existe ou existirá – cada configuração da matéria e energia que é possível, de flocos de nece a quasars, de baleias azuis aos raios gamma. Deve ser visto como um tipo de “depósito” de ”Tudo que é”.
Embora Bohm admita que não há maneira de saber o que mais pode estar oculto no super holograma, ele se arrisca em dizer que não temos qualquer razão para admitir que ele não contenha mais. Ou, como ele coloca, talvez o nível super holográfico da realidade é um simples estágio além do que repousa ”uma infinidade de desenvolvimento posterior”.
Bohm não é o único pesquisador que encontrou evidências de que o universo é um holograma. Trabalhando
independentemente no campo da pesquisa cerebral, o neurofisiologista Karl Pribram, de Standford também se persuadiu da natureza holográfica da realidade. Pribram desenhou o modelo holográfico para o quebra cabeças de como e onde as memórias são guardadas no cérebro.
Por décadas, inúmeros estudos tem mostrado que muito mais que confinadas a uma localização específica, as memórias estão dispersas pelo cérebro.
Em uma série de experiências com marcadores na década de 20, o cientista cerebral Karl Lashley concluiu que não importava que porção do cérebro do rato era removida; ele era incapaz de erradicar a memória de como eram realizadas as atividades complexas que tinham sido aprendidas antes da cirurgia. O único problema foi que ninguém foi capaz de poder explicar a natureza de ”inteiro em cada parte” da estocagem da memória.
Então, na década de 60, Pribram encontrou o conceito de holografia e entendeu que ele tinha achado a explicação que os cientistas cerebrais estavam buscando. Pribram acredita que as memórias são codificadas não nos neurônios, ou pequenos grupos de neurônios, mas em padrões de impulsos nervosos de tipo cruzado em todo o cérebro da mesma forma que a interferência da luz laser atravessa toda a área de um pedaço de filme contendo uma imagem holográfica. Em outras palavras, Pribram acredita que o próprio cérebro é um holograma.
A teoria de Pribram também explica como o cérebro humano pode guardar tantas memórias em um espaço tão pequeno.
Tem sido calculado que o cérebro humano tem a capacidade de memorizar algo na ordem de 10 bilhões de bits de informação durante a média da vida humana ( ou rudemente comparando, a mesma quantidade de informação contida em cinco volumes da Encyclopaedia Britannica).
Similarmente, foi descoberto que em adição a suas outras capacidades, o holograma possui uma capacidade de estocagem de informação simplesmente mudando o ângulo no qual os dois lasers atingem um pedaço de filme fotográfico, e é possível gravar muitos registros diferentes na mesma superfície. Tem sido demonstrado que um centímetro cúbico pode estocar mais que 10 bilhões de bits de informação.
Nossa habilidade de rapidamente recuperar qualquer informação que precisamos do enorme estoque de nossas memórias se torna mais compreensível se o cérebro funciona segundo princípios holográficos. Se um amigo pede a você que diga o que lhe vem a mente quando ele diz a palavra “zebra”, você não tem que percorrer uma gigantesca lista alfabética para encontrar a resposta. Ao contrário, associações como ”listrada”, parecida com um cavalo e ”animal nativo da África” logo lhe vem a mente.
Uma das coisas mais surpreendentes sobre o proceso de pensamento humano é que cada peça de informação parece
imediatamente correlacionada com muitas outras – uma outra característica intrínseca do holograma. Por que cada porção de um holograma é infinitamente interligada com todas as outras porções, talvez seja a natureza o supremo exemplo de um sistema interligado.
A estocagem da memória não é o único quebra cabeças neurofisiológico que se torna abordável a luz do modelo holográfico de cérebro de Pribram.
Um outro é como o cérebro é capaz de traduzir a avalanche de freqüências que recebe via sentidos (freqüências de sons, freqüências de luz e assim por diante ) dentro do mundo concreto de nossas percepções. Codificando e decodificando freqüências é precisamente o que o holograma faz melhor. Exatamente como um holograma funciona como um tipo de lente, um aparelho tradutor capaz de converter um borrão de freqüências aparentemente sem sentido em uma imagem coerente, Pribram acredita que o cérebro também parece uma lente e usa os princípios holográficos para converter matematicamente as freqüências que recebe através dos sentidos dentro do mundo interior de nossas percepções. Um impressionante corpo de evidência sugere que o cérebro usa os princípios holográficos para realizar as suas operações. A teoria de Pribram de fato tem ganho suporte crescente entre os neurofisiologistas.
O pesquisador ítalo-argentino Hugo Zucarelli recentemente estendeu o modelo holográfico ao mundo dos fenômenos acústicos.
Confuso pelo fato de que os humanos podem localizar a fonte dos sons sem moverem as cabeças, mesmo se eles só possuem audição em um ouvido, Zucarelli descobriu que os princípios holográficos podem explicar estas habilidades.
Zucarelli também desenvolveu uma técnica de som holográfico, uma técnica de gravação capaz de reproduzir sons acústicos com um realismo quase inconcebível.
A crença de Pribram que nossos cérebros constróem matematicamente a ”dura” realidade pela liberação de um input de uma freqüência dominante também tem recebido grande quantidade de suporte experimental. Foi descoberto que cada um de nossos sentidos é sensível a uma extensão muito mais ampla de freqüências do que se suspeitava anteriormente. Os pesquisadores tem descoberto, por exemplo, que nosso sisttema visual é sensível às freqüências de som, nosso sentido de olfato é em parte dependente do que agora chamamos de freqüências ósmicas e que mesmo cada célula de nosso corpo é sensível a uma ampla extensão de freqüências. Estas descobertas sugerem que está apenas sob o domínio holográfico da consciência e que estas freqüências são selecionadas e divididas dentro das percepções convencionais.
Mas o mais envolvente aspecto do modelo holográfico cerebral de Pribram é o que acontece quando ele é conjugado à teoria de Bohm. Se a “concretividade” do mundo nada mais é do que uma realidade secundária e o que está “lá” é um borrão de freqüências holográfico , e se o cérebro é também um holograma e apenas seleciona algumas das freqüências deste porrão e matematicamente transforma-as em percepções sensoriais, o que vem a ser a realidade objetiva? Colocando de forma simples, ela deixa de existir.
Como as religiões orientais a muito tem afirmado, o mundo material é Maya, uma ilusão, e embora pensemos que somos seres físicos que se movem em um mundo físico, isto também é uma ilusão.
Somos realmente “receptores” boiando num mar caleidoscópico de freqüência, e que extraímos deste mar e transformamos em realidade física não é mais que um canal entre muitos do super holograma.
Esta intrigante figura da realidade, a síntese das abordagens de Bohm e Pribram tem sido chamada de “paradigma
holográfico”, e embora muitos cientistas tenham recebido isto com ceticismo, eeste paradigma tem galvanizado outros. Um pequeno mas crescente grupo de pesquisadores acredita que este pode ser o modelo mais acurado da realidade científica que foi mais longe. Mais do que isto, muitos acreditam que ele pode solucionar muitos mistérios que nunca foram antes explicados pela ciência e mesmo estabelecer o paranormal como parte da natureza.
Numerosos pesquisadores como Bohm e Pribram tem notado que muitos fenômenos parapsicológicos se tornam muito mais compreensíveis em termos do paradigma holográfico.
Em um universo em que cérebros individuais sào atualmente porções indivisíveis de um holograma muito maior e tudo está infinitamente interligado, a telepatia pode ser simplesmente o acessamento do nível holográfico. Eé obviamente muito mais fácil entender como a informação pode viajar da mente do indivíduo A para a do indivíduo B ao ponto mais distante e auxilia a entender um grande número de quebra cabeças em psicologia. Em particular, Grof sente que o paradigma holográfico oferece um modelo de compreensão para muitos estonteantes fenômenos vivenciados por indivíduos durante estados alterados de consciência.
Nos anos 50, conduzindo uma pesquisa em que se acreditava que o LSD seria um instrumento psicoterapêutico, Grof teve uma paciente que de repente ficou convencida que tinha assumido a identidade de uma femea de uma espécie pré histórica de repteis.
Durante o curso da alucinação dela, ela não somente deu riquissimos detalhes do que ela sentia ao ser encapsulada naquela forma, mas notou que uma porção do macho daquela espécie tinha anatomia que era um caminho para as escamas coloridas ao lado de sua cabeça. O que foi surpreendente para Grof é que a mulher não tinha conhecimento prévio sobre estas coisas, e uma conversação posterior com um zoologista confirmou que em certas espécies de repteis as áreas coloridas na cabeça tem um importante papel como estimulantes do desenvolvimento sexual.
A experiência desta mulher não foi única. Durante o curso da pesquisa, Grof encontrou exemplos de pacientes regredindo e se identificando com virtualmente todas as espécies na árvore evolucionária (descobertas da pesquisa ajudaram a influenciar a cena do homem-vindo-do-macaco no filme Altered States). E mais ainda, ele descobriu que estas experiências freqüentemente continham detalhes obscuros que mais tarde vieram a ser confirmados como acurados.
Regressões dentro do reino animal não são os únicos quebra cabeças entre os fenômenos psicológicos que Grof encontrou.
Ele também teve pacientes que pareciam entrar em algum tipo de consciência racial ou coletiva. Indivíduos com pouca ou nenhuma educação repentinamente davam detalhadas descrições das práticas funerárias do Zoroastrismo e cenas da mitologia hindu. Em outro tipo de experiências os indivíduos forneciam relatos persuasivos de jornadas fora do corpo, relâmpagos pré cognitivos do futuro, de regressões dentro de aparentemente encarnações de vidas passadas.
Em pesquisa posterior, Grof encontrou a mesma extensão de fenômenos manifestados em seções de terapia que não
envolviam o uso de drogas. Em virtude dos elementos em comum nestas experiências parecerem transcender a consciência individual, além dos usuais limites do ego e/ou as limitações de tempo ou espaço, Grof chamou estas manifestações de experiências transpessoais e no fim dos anos 60 ele auxilou na fundação de um ramo de psicologia chamada ”psicologia transpessoal” e se devotou inteiramente ao seu estudo.
Embora a recém-fundada Association of Transpersonal Psychology conquistasse um rápido crescimento entre o grupo de profissionais de mente similar, e se tornasse um ramo respeitado da psicologia, durante anos nem Grof nem seus colegas foram capazes de fornecer um mecanismo para explicar os bizarros fenômenos psicológicos que eles estavam testemunhando. Mas isto mudou com o advento do paradigma holográfico. Como Grof recentemente notou, se á mente é parte de um continuum, um labirinto que é conectado não somente as outras mentes que existem ou existiram, mas a cada átomo, cada organismo e região na vastidão do espaço e tempo, o fato de que seja capaz de ocasionalmente fazer entradas no labirinto e Ter experiências transpessoais não pode mais parecer estranho.
O paradigma holográfico tem também implicações nas chamadas ciências “concretas” como a biologia. Keith Floyd, um psicólogo do Virginia Intermont College, tem pontificado que a concretividade da realidade é apenas uma ilusão holográfica, e não está muito longe da verdade dizer que o cérebro produz a consciência. Mais ainda, é a consciência que cria a aparência do cérebro – bem como do corpo e de tudo mais que nós interpretamos como físico. Esta virada na maneira de se ver as estruturas biológicas fez com que pesquisadores apontassem que a medicina e o nosso entendimento do processo de cura poderia também ser transformado em um paradigma holográfico. Se a aparente estrutura física do corpo nada mais é do que a projeção holográfica da consciência, torna-se claro que cada um de nós é mais responsável por sua saúde do que admite a atual sabedoria médica. Que nós agora vejamos as remissões miraculosas de doenças podem ser próprias de mudanças na consciência que por sua vez efetua alterações no holograma do corpo.
Similarmente, novas técnicas controversas de cura como a visualização podem funcionar muito bem porque no domínio holográfico de imagens pensadas que são muito “reais” se tornam “realidade”. Mesmo visões e experiências que envolvem realidades “não ordinárias” se tornam explicáveis sob o paradigma holográfico. Em seu livro, “Gifts of Unknown Things,” o biologista Lyall Watson descreve seu encontro com uma mulher xamã indonésia que, realizando uma dança ritual , foi capaz de fazer um ramo inteiro de uma árvore desaparecer no ar. Watson relata que ele e outro atônito expectador continuaram a olhar para a mulher, e ela fez o ramo reaparecer, desaparecer novamente e assim por várias vezes.
Embora o atual entendimento científico seja incapaz de explicar estes eventos, experiências como esta vem a ser mais plausíveis se a “dura” realidade é apenas uma projeção holográfica. Talvez concordemos sobre o que está “lá” ou “não está lá ” porque o que chamamos consenso realidade é formulada e ratificada a nível de inconsciência humana a qual todas as mentes estão interligadas.
Se isto é verdade, a mais profunda implicação do paradigma holográfico é que as experiências do tipo da de Watson’ não são lugares comum somente porque nós nào temos programado nossas mentes com as crenças que fazem com que sejam.
Num universo holográfico não há limites para e extensão do quanto podemos alterar o tecido da realidade. O que percebemos como realidade é apenas uma forma esperando que desenhemos sobre ela qualquer imagem que queiramos.
Tudo é possível, de colheres entortadas com o poder da mente aos eventos fantasmagóricos vivenciados por Castaneda durante seus encontros com o bruxo Yaqui Don Juan, mágico de nascença, não mais nem menos miraculoso que a nossa habilidade para computar a realidade que nós queremos quando sonhamos.
Easim, mesmo as nossas noções fundamentais sobre a realidade se tornam suspeitas, dentro de um universo holográfico, como Pribram postulou, e mesmo eventos ao acaso podem ser vistos dentro dos princípios básicos holográficos e portanto determinados.
Sincronicidades ou coincidências significativas de repente fazem sentido, e tudo na realidade terá que ser visto como uma metáfora, e mesmo eventos ao acaso expressariam alguma simetria subjacente.
Seja o paradigma holográfico de Bohm e Pribram aceitro na ciência ou morra de morte ignóbil, é seguro dizer que ele já tem influenciado a mente de muitos cientistas. E mesmo se descoberto que o modelo holográfico nào oferece a melhor explicação para as comunicações instantâneas que vimos ocorrer entre as partículas subatômicas, no mínimo, como observou notou Basil Hiley, um físico do Birbeck College de Londres, os achados de Aspect “indicam que devemos estar preparados para considerar radicalmente novos pontos de vista da realidade “.
                Texto anônimo extraído e traduzido de http://www.keelynet.com/biology/reality.htm









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