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quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Balde Cheio

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[  Na obra de Platão intitulada  “Banquete”, em um diálogo entre  Diotima e Sócrates, surge uma frase que embasa o tema deste artigo; ei-la:  “Quem não se considera incompleto e insuficiente, não deseja aquilo cuja falta não pode notar”. Uma aplicação prática deste pensamento é:  Quem acha que domina determinado assunto, não buscará conhecimentos dessa área.  ]

     Nas “rodas de conversas” de empregadores, muito frequentemente o tema gira em torno de um vício comportamental que é conhecido, com muita propriedade, como “balde-cheio”; como o próprio termo sugere, algo que está cheio não comportará mais nada, mesmo que esse algo seja a mente humana; ora, como é possível fazer esta comparação simplista se é comprovado cientificamente que o intelecto dos seres humanos têm infinitas possibilidades de armazenamento de informações? Para responder este questionamento, início pedindo ao leitor, atenção ao termo que usei acima, que foi “ vício comportamental” pois, embora sua mente tenha infinita capacidade de absorção de informações, o indivíduo que tem essa “doença espiritual”, age na contra-mão  da ciência, e apresenta três características básicas ,que são encontradas na grande maioria dos indivíduos que integram o conjunto dos “baldes-cheios”; são elas:
                                     1ª.   O indivíduo se comporta como se os poucos conhecimentos que possui, sejam todos os conhecimentos existentes no mundo.
                                      2ª.  Pensa (insanamente) que já sabe tudo de tudo.
                                e    3ª.  Acha que só ele sabe.
     O assunto assusta aos empregadores porque, ao contrário do que se esperava, essa categoria vem com uma trajetória diretamente proporcional ao aumento populacional, o que não era esperado considerando-se o avanço tecnológico que vivenciamos, notadamente no campo da comunicação.
     Um “balde-cheio” é uma catástrofe dentro de uma empresa. O período de experiência é muito útil nesses casos pois, tão logo o patrão identifique tal comportamento, dispensa-o.
     O candidato a uma vaga de trabalho, basta ter o volume mínimo do balde, quando muito o volume médio, pois assim a ascensão profissional desse indivíduo é  dada como muito provável pelo motivo de que, tendo a mente receptiva a ensinamentos, facilmente absorverá os ensinamentos; experiências; particularidades e minúcias relativos ao projeto produtivo que está inserido. Outro sintoma muito presente em um “balde-cheio”, é a incapacidade de se ajustar em uma equipe de trabalho. Para os indivíduos que têm baixa ou nenhuma escolaridade é fácil entender esse desajuste, senão vejamos: Nos primeiros períodos do ensino formal e continuando por toda vida escolar, os professores formam pequenos grupos para realizarem tarefas simples, como por exemplo: fazer um cartaz sobre o “Dia do Ìndio”; já fica estabelecido quem vai trazer a cartolina; a cola; os recortes de revistas e os lápis coloridos. O trabalho é feito e, por mais desajeitado que saia, todo o grupo recebe nota máxima. Ocorre que, naquela ocasião os alunos não estavam (sem saber), estudando História de Brasil; Antropologia; Sociologia; ocupação geográfica ou outro assunto relativo à presença indígena no País; o grupo estava aprendendo algo muito mais importante, uma vez que é base e indispensável para o sucesso profissional que é: trabalhar em equipe.
     Quem não teve oportunidade de passar por essa experiência, fica difícil se enquadrar nesse importante comportamento.
     Já para os “baldes-cheios” que têm boa escolaridade, só resta a dedução de que : ou faltaram as aulas em que haveria trabalho em grupo, ou é a prepotência e a arrogância que imperam em suas mentes. Se por ventura você, meu leitor, tiver outra hipótese da causa dessa doença, ficarei muito agradecido se me passar esse ensinamento.
                                                                                             Cid Lôbo   (Abril de 2017).  

Sem medalha e sem hóstia

(O ARTICULISTA EMBRIAGA-SE E TEM UM SURTO DE ALZHEIMER)

                                 Sem medalha e sem hóstia

        O ano era 1957; eu tinha seis anos e já lia e escrevia; ensinamentos que recebera de minha mãe que era competente educadora. Porém, estava na hora de ingressar em uma escola formal, com horário certo, currículo oficial; atividades em grupo e outros benefícios que se tem em uma escola. Assim fui matriculado no Colégio Cristo Rei.  Instituição de ensino dirigida por religiosos que funcionava ao lado da Igreja de mesmo nome, situada na rua Nogueira Acioli,  em Fortaleza.
     E eu era um feliz estudante da alfabetização, senão vejamos: fiz logo amizade com outros traquinos que, em um só recreio, experimentavam todos os brinquedos do parque; a  maioria das matérias apresentadas na lousa pelas professoras, eu já sabia; a turma era mista e pouco numerosa, algo em torno de vinte alunos; mas, mesmo assim, era necessário três professoras em cada classe para manter aquela garotada entretida. E tem mais motivos para minha felicidade: meu pai me levava para o “ Cristo Rei” à bordo de um Mercury V8 hidramático quatro portas, no estilo saia-e-blusa, pois era verde-musgo das janelas para baixo e capota bege.  Na lancheira à tira colo sempre tinha um suco e deliciosos pasteis feitos em casa.  Morávamos na Tibúrcio Cavalcante com São Francisco (hoje, Leite Albuquerque). Minha mãe ensinava em uma escola do estado que funcionava a 3 quadras de casa; meu pai era servidor da Receita Federal.
     Chega o mês de maio e a minha turma recebeu dentro da sala de aulas, um altar improvisado, com uma imagem de Maria mãe de Jesus, para homenagens durante todo o mês. No início da aula, as professoras chamavam um aluno que recebia uma medalha dourada com um laço de fita azul e branco, que era afixada em sua farda e que ele ou ela, a empunharia com todo zelo até a manhã seguinte; quando a medalha passaria para o peito de outro aluno. E assim a programação seguiu mês a dentro, e a meninada levando muito a sério aquela primeira experiência religiosa.
Em certa manhã, ao retirar a medalha da farda de um coleguinha, as professoras não chamaram nenhum outro aluno e iniciaram o desmonte do pequeno altar que ficava em um canto da sala. Nesse momento eu me aproximei da professora principal e informei que eu não havia levado a medalha para casa e queria fazê-lo. A professora consultou as outras mas nenhuma concordou. Houve uma que afirmou: “ ele está brincando, veja como ele está rindo”. (onde se lê “brincando” entenda-se “mentindo” pois este era o real sentido da palavra pronunciada pela professora.
   Que deduções tira uma criança de um fato dessa natureza?
                                  - Que adultos são falhos ?
                                  - Que adultos mentem e por isso atribuem falsidades a outrem ? 
                                  - Que verdades e sorrisos são incompatíveis ?
                         - Que aquelas que agiam como representantes  da bondade Divina, na verdade encarnavam a maldade. Pois eu sabia que falava a verdade e as professoras não.
  Hoje em dia comparo aquela cena a um tribunal da Inquisição, onde eu, inocente cristão e defendendo o direito de sê-lo, e as professoras as carrascas que me condenavam e me lançavam as chamas da insensatez.
   Mais de quarenta anos transcorridos do episódio, eu entendi  o que houve com as professoras; entretanto é assunto que não cabe aqui, Por outro lado, atualmente, todos os dias sou condecorado por Deus, através de pensamentos e atitudes Altruístas; éticas e respeitosas aos seres humanos e ao meio ambiente.
  Minha permanência no “Cristo Rei” foi de dois anos, e durante esse período fui, por duas vezes, retirado da fila da comunhão. Lembro que uma das vezes  eu já estava bem perto do Padre e estava confiante que ia receber a Hóstia Consagrada, quando uma das pessoas que auxiliam na celebração, delicadamente me pegam pela mão e frustram meu intento. É que em certo dia da semana, após o término da aula, havia missa bastante frequentada, e do pátio onde  as crianças aguardavam quem os viesse buscar, tinha acesso livre à igreja. Talvez para compensar o fato de que as professoras não colocaram a medalha no meu peito, resolvera eu, receber a comunhão por conta própria. Não logrei êxito; Dei com os burros n’água . Esse episódio nem de longe me deu ódio; pois tinha consciência que estava errado uma vez que não havia passado pela preparação que antecede a primeira Eucaristia, e que as professoras estavam corretas.

                                                          Macau, agosto de 2018
                                                                      Cid Lôbo com retoques de Celeste Meneses.
                                                                          
      

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Rio Cello chega a sua 24º edição

Rio Cello chega a sua 24º edição, com espetáculos gratuitos nos principais espaços culturais da cidade

Maior festival de música do país acontece, no Rio e em Niterói, de 7 a 20 de agosto, com atrações também em Volta Redonda, Cabo Frio e Florianópolis

A partir do dia 7 de agosto, terça-feira, a cidade do Rio de Janeiro voltará a ser sede do Rio International Cello Encounter, que chega a sua 24º edição apostando na multiplicação das linguagens do violoncelo, reinventando usos e formas de sua aplicação para além do repertório de câmara. O festival internacional, que há mais de duas décadas promove concertos de expoentes nacionais e internacionais da música, dança e artes visuais, vai promover, até o dia 20 de agosto, atrações gratuitas em importantes palcos culturais da cidade e também em outras localidades, como Niterói, Volta Redonda, Cabo Frio e Florianópolis. Teatros, centros culturais, igrejas, museus e parques são os palcos preferencias do Rio Cello. Idealizado e capitaneado pelo violoncelista inglês David Chew, desde a sua primeira edição, em 1994, o Rio Cello traz em sua programação, além de concertos, espetáculos de dança, exposições de arte, masterclasses e workshops.  Quase tudo inteiramente gratuito.  ⇒⇒⇒⇒⇒CONTINUE LENDO⇒⇒⇒⇒⇒

quarta-feira, 27 de junho de 2018

ROTA 67 - Carnaubal - CE


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 Ocorreu no último Domingo, dia 24 de Julho de 2018 em Carnaubal-CE, o 2º encontro de Automóveis Antigos, o já conhecido  ROTA 67, evento idealizado e executado, com maestria, pelo colecionador Leandro Bezerril. Contando com apoio  da prefeitura e iniciativa privada, o evento consolidou o nome Rota 67 como o maior encontro de antigomobilistas da Região da Ibiapaba, e um dos maiores de toda Região norte do Estado.










 Encontro festivo que congregou colecionadores e amantes de veículos antigos de Sobral, Tianguá e demais Municípios da Ibiapaba e interior do Ceará, foi repleto de confraternização e divertimento sadio, durante toda sua extensão.











Leandro Bezerril
  Logo após a chegada, concentração e passeata pelas ruas da Cidade, os expositores foram elegantemente saudados pela Banda Municipal de Carnaubal e cumprimentados pelo prefeito Antonio Ademir Barroso Martins que abriu oficialmente as festividades.
 








                




 Ponto alto do encontro foi a apresentação do cantor Gerard Presley, que com sua versatilidade e talento  costumeiros, encantou a todos se apresentando como cover de Raul Seixas além de Elvis Presley, naturalmente! e sob o sol forte que fazia naquela manhã, encantou a multidão com suas interpretações e coreografias, levando o público feminino ao delírio e os mais saudosistas a momentos de grande contentamento. Parecia que o nosso inesquecível Maluco Beleza estava realmente ali, vivo e, ao vivo! E o que falar da performance como Elvis? Bem, aí nem se fala, simplesmente brilhante!


     






























sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Como Incentivar as Crianças a Aprender Tocar Piano?


Aprender a tocar PIANO desde pequeno pode ajudar muito no desenvolvimento das crianças. Estudos comprovam que existem inúmeros benefícios que ajudam a desenvolver mais a coordenação motora, estimula a concentração e contribui para uma vida social mais afetiva. Existem casos no qual foi comprovado que existe uma relação muito forte entre aprender musicas e obter um desempenho melhor nas notas escolares. Tudo indica que é a pratica constante da repetição das notas, acordes e melodias que contribuem para o fortalecimento da memória.
Hoje vamos falar um pouco sobre diferentes formas de como incentivar o seu filho a tocar piano. Todos sabem que é um instrumento musical bem peculiar e aparentemente muito difícil de tocar por que envolve muita dedicação. Mas já dizia o famoso compositor e pianista Beethoven – “O gênio é composto por 2% de talento e de 98% de perseverante aplicação”.
Portanto se o seu filho optar em aprender violão, bateria, teclado, flauta e violino, o que vai fazer a diferença não é exatamente o dom e sim o quanto ele vai estudar e se dedicar. Para extrair sons do piano e tocar lindas musicas não é diferente. Todo esforço e disciplina fazem parte do aprendizado, transformando em experiência.
Talvez você esteja pensando. Então vou empurrar meu filho para uma escola, ele vai fazer aula particular e vou obrigar ele a ler partituras todos os dias. Bem, não é assim que você vai fazer dele um grande pianista. Existem caminhos mais fáceis que podem estimular a assimilar a parte teórica e pratica. Algumas atitudes erradas podem atrapalhar ao invés de ajudar nessa hora. Lembre-se que são crianças, se você quiser introduzir algo na cabeça delas, leve para o lado lúdico. Seja qual for à idade é preciso respeitar elas e deixar descobrir os sons através de brincadeiras que estimulam a vontade de querer descobrir sempre mais.  
- Familiarização faz parte do processo.
Deixar a criança tocar as teclas brancas, pretas fazer dedilhados faz parte desse processo de familiarização. Propor brincadeiras como: colocar alguns adesivos coloridos nas teclas e pintar as notas musicais no pentagrama na mesma cor facilita a leitura e ajuda a fixar as escalas mais simples.
A tecnologia também é um grande aliado. Repare que nos dias de hoje cada vez mais as pessoas tem o conteúdo na palma da mão. Aplicativos desenvolvidos para celular que funcionam em Android e iOS como: Glissando, Perfect Piano, Grand Piano são ótimos para praticar em qualquer lugar.
Ainda existem na internet muitos sites com Jogos Grátis que oferecem uma infinidade de joguinhos legais. Um deles é o jogo “Repita a Melodia”, no qual você ouve as notas no seu computador e depois tenta reproduzir as mesmas. Toda vez que você acerta sua pontuação aumenta e você passa para a próxima fase.
Porém não podemos nos prender apenas no mundo virtual, ele é apenas um complemento para fortalecer mais a prática. Mesmo que você use vídeo aulas do You Tube, Apps do Google Play e Games como auxilio, é muito importante ter o contato físico, posicionar os dedos corretamente usando livros educativos que ensinam o passo a passo.
- Material Didático
Se você nunca ouviu falar no mestre Mario Mascarenhas, prepare-se para ouvir muito o nome dele daqui por diante. Quem já aprendeu a tocar acordeom “Sanfona”, teclado e Piano não pode deixar de usar os livros produzidos por ele. Atualmente no mercado há muito material bom, inclusive até importados. Mas eu vou deixar aqui uma dica valiosa que vai ajudar muito. O livro Duas Mãozinhas no Teclado é ideal para o pequeno aprendiz que quer resultados rápidos.  
Propor cantigas infantis, parabéns para você e canções que já fazem parte do cotidiano também é uma forma de conseguir obter bons resultados. Por que a melodia já está guardada no subconsciente e isso facilita muito nas primeiras semanas. Proponha sempre tocar usando Dó Maior e conforme o passar do tempo avance para os tons menores e bemóis.  
Em algumas bancas você também encontra revistas que falam sobre o assunto com material multimídia e DVD para assistir em casa. São conteúdos bem explicativos que normalmente são feitos por profissionais que atuam na área.
- Incentive, tenha paciência e dê recompensas.
Nós adultos somos uma vitrine para nossos filhos. Eles são como esponjas e absorvem tudo muito rápido no meio em que vive seja em casa, na escola, na igreja e por que não no teatro? Sim, é no teatro que as grandes orquestras se apresentam. Leve ele algumas vezes para assistir apresentações musicais. Quando fizer festinhas familiares o encoraje a tocar para amigos, primos e tios assim ele vai sentir o gostinho dos aplausos.
Em alguns momentos a vontade de desistir pode assombrar, por que conforme a evolução é necessário mais dedicação. Por muitas vezes a preguiça, o desânimo e momentos monótonos de repetição exaustiva fazem o aluno desistir. Nessa hora a palavra de apoio é muito importante, ter paciência para conseguir transpor todos os desafios e alcançar o objetivo.  
Estabeleça rotinas com horários, mas também dê recompensas pelo resultado. Nada de bens materiais supérfluos e sim levar para ir ao cinema ver aquele filme bacana, ir ao parque e fazer coisas legais que dão prazer em família.
Todas as dicas citadas nesse artigo são para crianças de todas as idades, mas tenha em mente que conforme elas vão crescendo a participação de um professor é fundamental. Algumas técnicas podem ser absorvidas apenas com ajuda de quem já é mestre no assunto. Use livros, softwares, fóruns como referencia para ter mais familiaridade do assunto, mas principalmente tenha um bom instrutor isso faz muita diferença. Texto de Jean Cardozo

quinta-feira, 14 de julho de 2016

COLLEGIUM MUSICUM Den Haag

Claudio Ribeiro e Inês d’Avena  trazem, em julho, pela primeira vez no Brasil, a orquestra barroca COLLEGIUM MUSICUM Den Haag

Cravista e flautista brasileiros, co-fundadores , apresentarão orquestra holandesa nos dias 24 e 27 de julho, comemorando seus10 anos de fundação, durante o Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora. Nos dias 21, em São Paulo, e 29, em Juiz de Fora, músicos se apresentam com o duo LOTUS
          
  
A orquestra barroca COLLEGIUM MUSICUM Den Haag virá ao Brasilpela primeira vez, neste mês de julho, para participar do Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora. Fundado na Holanda em 2006 sob a iniciativa do cravista e maestro brasileiro Claudio Ribeiro, o CMDH éhoje uma das principais orquestras barrocas da ‘nova geração’ na Europa. Ao longo de uma semana, quatro dos seus solistas vão dar cursos de flauta doce, violino barroco, violoncelo barroco, cravo e música de câmara, dentro da série de cursos que compõem o festival.
O CMDH é formado por músicos especializados em instrumentos de época vindos de todo o mundo. A orquestra apresentará dois concertos gratuitos: na abertura do festival, com todos os seus integrantes,  dia 24 de julho, domingo, um programa dedicado ao seu 10º aniversário, com peças do primeiro CD "L'Europe Réunie"; e no dia 27, quarta,  em um concerto de música de câmara com seus solistas. No dia 29, sexta, também com entrada gratuita, será a vez da apresentação do LOTUS, duo formado pelos brasileiros Inês d’Avena (flauta doce) e Claudio Ribeiro (cravo), cofundadores do CMDH (Antes disso, o duo se apresenta em São Paulo, no Espaço Cultural Cachuera!, no dia 21, com ingressos a $30,00).

Os concertos
No dia 24, tendo como tema e programa o primeiro CD lançado em 2006, ano de (VEJA A MATÉRIA COMPLETA, CLIQUE):

terça-feira, 12 de julho de 2016

Sítio Arqueológico na Chapada da Ibiapaba (repost)

 

Sítio Arqueológico na Chapada da Ibiapaba

Pedra Furada de Ubajara


 A  Antropologia clássica

Arte rupestre em Ubajara
 Há 14 mil anos, o Homo Sapiens em busca de novas fontes de alimento, climas mais favoráveis à manutenção da vida e, talvez, levado também pelo espírito  de aventura e descoberta, que justificaria perfeitamente sua classificação como Homo Sapiens,  sai da Ásia, empreendendo épica jornada pré histórica através do que hoje conhecemos como o Estreito de Bering, até chegarem às terras que hoje são o Continente Americano. Pelo menos essa é a teoria consignada pela antropologia clássica, embora,  a meu ver, seja ainda inexplicável como tenham podido, nossos ancestrais,  atravessar aquelas vastas áreas cobertas por camadas espêssas de gelo, sem nenhuma oferta de suprimentos ou, refúgios naturais favoráveis a sobrevivência.
 Esta teoria é, entretanto, aceita como correta e parcialmente apoiada na comprovação da idade de 13.500 anos em ossadas humanas encontradas no Novo México no sítio arqueológico de Clóvis, e, grandemente apoiada nos resultados de pesquisas genéticas que comprovam a orígem asiática da maioria dos povos americanos. A maioria, devemos enfatizar, e não a totalidade.

Uma Pedra Lascada no meio do Caminho


 Pelo menos esta é uma hipótese bem elaborada e relativamente fácil de ser aceita, através de alguns indícios científicos fornecidos pela pesquisa
Arte rupestre em Ubajara
antropológica, sobre a origem do homem na América, entretanto, e sempre há um entretanto, principalmente quando se especula acontecimentos que tiveram lugar  há mais de 10 mil anos, há certas evidências que parecem descortinar outros palcos para o drama humano na sua jornada rumo ao Continente Americano.

Parodiando o poema de Drummond: Havia uma pedra lascada no meio do caminho que deixou a antropologia clássica em estado muito pouco cobfortável, é que modernamente, foram descobertos artefatos arqueológicos na Argentina e Chile que datam de até 33 mil anos e no Brasil de até 60 mil anos, portanto, mais de 40.000 anos anteriores às datações da América do Norte, o que parece antagonizar a clássica teoria que indica o estreito de Bering como porta de entrada inicial. Logicamente, por aquele ângulo, as sociedades mais antigas deveriam ser encontradas no norte do continente e não no sul.   
 As teorias modernas especulam a possibilidade de o homem ter iniciado sua expansão pelo planeta há mais de 130 mil anos, rumo à Ásia, Europa e
Arte rupestre em Ubajara
Clesivaldo
 Américado Sul (pelo Oceano Atlântico). A meu ver, e isso é somente minha modesta opinião como arqueólogo amador, a chegada do homem à América do Sul se deu, principalmente através do Oceano Atlântico, isso explica de forma confortável a existência de inumeráveis indícios (devidamente catalogados pela equipe da dra. Niede Guidon) de atividade humana, datados  de mais de 60 mil anos, no sertão do Estado do Piauí, no sítio arqueológico da Pedra Furada, situado no Parque Nacional da Serra da Capivara daquele Estado.
Os Marinheiros do Sertão

 Parece óbvio que esses ancestrais, consequentemente à chegada ao continente, tenham adentrado e desbravado o território recém descoberto, em busca de alimento (caça) e moradia (grutas e cavernas), a fim
de protegerem-se da chamada mega fauna então existente, constituída de grandes carnívoros como o tigre dente de sabre e o leão americano, dentre outros. Estabeleceram-se, deixando marcas de suas atividades. Pelo menos é o que provam os inúmeros achados no interior de diversos estados brasileiros
Claudio
João Melo
onde se destaca o Piauí, onde está localizado o Museu do Homem Americano, criado e dirigido pela Antropóloga Dra. Niede Guidon.
 Nas minhas andanças pelos sertões dos estados nordestinos, vi muita coisa esdrúxula e interessante tidas como inexplicáveis. No sertão (centro oeste) do Ceará, fronteira com Piauí, por exemplo, há um grupo familiar conhecido como os "Marinheiros" que, se não é nome próprio de família, é como são conhecidos secularmente. Marinheiros? Quis saber, -Marinheiros em pleno sertão? Indaguei, certa feita, a uns mais antigos. - Sim, Marinheiros, há muito chegados nessas terras, aportaram nas costas Paraibanas e se embrenharam pelo Ceará e Piauí, são os que primeiro  habitaram estas  terras.
Responderam uns mais espertos.
 Não, não foram, pelo menos não a ponto de terem sido os primeiros habitantes daquele sítio, na Serra da Capivara que, segundo conclusões da Dra. Guidon, era constituído por Homo
Sapiens arcaicos do tipo australóide-negróide, provenientes do Continente Africano. Os "Marinheiros" que encontrei no Sertão podem ser  mais facilmente incluídos como descendentes de um grupo moderno do  tipo Caucasiano, pois são altos, muito claros e louros. De qualquer forma destoam fisicamente do resto do povo do Sertão e, a meu ver, é motivo para futuras pesquisas.

O Homem Americano no Ceará

 Mas, votemos às origens do homem Americano. No Ceará as datações

Lobão
efetuadas através do carbono 14 em artefatos arqueológicos revelam datas  muito recentes, cerca de 700 anos AP (Antes do Presente) no caso do  sítio arqueológico do Evaristo, em Baturité; 1200 anos AP na Praia de Jericoacoara; 640 anos AP para uma aldeia ceramista Tupi guarani,  no município de Mauriti; Só para citar alguns dos 535 sítios arqueológicos "catalogados" do território cearense, incluindo sítios cerâmicos, sítios arqueológicos do período histórico, oficinas líticas e sítios da arte rupestre pré-histórica. Naturalmente que esse número é bem maior, contando com os não catalogados, e, se incluirmos os ainda desconhecidos, não se pode saber qual será a cifra final.

Arqueologia na Ibiapaba

 Na Chapada da Ibiapaba, entre os Municípios de Ubajara e Ibiapina,

Toinho
encontra-se ainda não catalogado e, portanto, desconhecido pela ciência antropológica e "oficialmente" ignorado pelos órgãos públicos locais, um importante sítio arqueológico, situado entre a cachoeira do Boi Morto e a Pindoba, em pleno Carrasco, que é uma espécie de savana densa e seca localizada geralmente em depressões no topo de chapadas, onde predominam plantas caducifólias lenhosas, arbustivas, muito ramificadas e densamente emaranhadas por trepadeiras.
 É nesse cenário desolado, com clima que lembra mais à Caatinga que à Serra, que  encontramos uma pequena gruta ou furna (termo mais comum no interior cearense), que encerra, sabe-se lá há

quantos séculos, talvez milênios, a nosso ver, um valioso sítio arqueológico, que preserva em seu interior, o que presumimos ser,  uma série de  inscrições rupestres, representações de animais, órgãos humanos, e signos que aparentemente representam contagens numéricas.
 Quando digo "oficialmente ignorada pelos órgão públicos", me refiro ao fato de já ter o arqueólogo amador João Melo, nosso companheiro e guia na atual expedição, procurado o IBAMA tendo relatado a existência do sítio em questão e, inclusive, levado representantes do órgão à furna,  para que verificassem in-loco a veracidade de suas afirmações, sem que, por parte do IBAMA, nenhum reconhecimento tenha conseguido, sequer por motivos preservacionistas.
 E parece que preservação é a palavra chave da questão, uma vez que uma extração "ilegal" de pedras do local, tem ameaçado a integridade da furna,

uma vez que o Sítio como um todo, já está irremediavelmente comprometido.
 A extração de pedras já está a cercar perigosamente a região da furna, encontrando-se, da ultima vez que lá andamos, há aproximadamente 40 metros da parte principal do sítio, a Pedra Furada.
 Infelizmente, não podemos prever mas, com o rápido correr da carruagem, é possível que da próxima vez que lá formos, não haja mais a furna, nem as inscrições rupestres nem o sítio no entorno. Tudo deverá estar triturado, servindo de base para argamassa de alguma construção municipal...

 Minhas Credenciais 
Quanto à pesquisa arqueológica, deveria apresentar minhas "descredenciais". Não sou arqueólogo, ou antes, sou arqueólogo amador, e, embora exerça só de raro em raro esse hobby, coisas, fatos e artefatos antigos parecem me perseguir. Certa feita, num sítio não catalogado e desconhecido pela sociedade arqueológica, no Município de Caucaia, desenterrei um belo artefato de Pedra Lascada, uma ponta de lança esmeradamente trabalhada, incrivelmente bem conservada, com todos os talhos laterais intactos, assim como a ponta, ainda afiada. Aliás este sítio, atualmente encontra-se completamente destruído pelo poder econômico, no lugar está sendo construída uma siderúrgica multinacional.  Atualmente desenterrei num pequeno sítio em Ubajara, de minha propriedade, uma outra ponta de lança, essa mais rústica, porém com traços inquestionáveis de maniulação humana. Pode ser que tenha encontrado um sítio arqueológico bem aqui no meu quintal, por enquanto não o sei, pelo menos estará preservado, ao menos enquanto tiver vida.



Os Pesquisadores

 Em meados do mês de Janeiro, 2015, convidado que fui pelo pesquisador João Melo, formamos uma pequena expedição com os antropólogos amadores (costumo brincar) Clesivaldo de Sousa, meu primo; Pedrinho do táxi, Claudio Lobo (meu irmão) e eu, que fiz algumas fotos, já editadas e enviadas para o youtube para registro.
 Apressei-me em fotografar e postar na Web, e agora editar aqui no meu site pessoal, o querido pianoclassico, pois temo que brevemente, graças à indignidade humana, esse importante sítio arqueológico não venha a ser mais que um punhado pedras sobre pedras, aliás, pedras lascadas sobre pedras lascadas.  (Newton Lobo.)
   









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