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quinta-feira, 8 de setembro de 2016

DUAS SANFONAS E UMA ORQUESTRA / FORRÓ DO KIKO

Orquestra de Sopros Pro Arte faz show de lançamento do CD DUAS SANFONAS E UMA ORQUESTRA com os acordeonistas Marcelo Caldi e Kiko Horta, dividindo a noite com FORRÓ DO KIKO, no Circo Voador, dia 15, quinta


Novo CD da orquestra traz releituras de clássicos de Sivuca, Dominguinhos e Luiz Gonzaga, além de composições dos acordeonistas Marcelo Caldi e Kiko Horta, este à frente da terceira edição no Circo Voador de seu forró que já faz parte do circuito cultural da cidade


Um ano após o lançamento do CD “Festejo”, que contou com participações especiais de Egberto Gismonti, Guinga, Gilberto Gil e João Bosco – todos já homenageados pelo projeto em seus 26 anos de fundação – a Orquestra de Sopros Pro Arte volta ao circuito musical com seu terceiro disco, “Duas Sanfonas e Uma Orquestra”, agora trazendo à frente os consagrados acordeonistas cariocas Marcelo Caldi e Kiko Horta, ambos pianistas de formação, celebrando, juntos, os grandes mestres do fole nordestino, Sivuca, Dominguinhos e Luiz Gonzaga, cujas obras são revisitadas em arranjos contemporâneos... (leia a matéria completa)

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Preludio 21

Preludio 21 convida João Luiz Areias (trombone) e o José Wellington (piano), com entrada gratuita, neste sábado, 27, no CCJF




A Série de concertos PRELÚDIO 21 – MÚSICA DO PRESENTE segue sua temporada 2016 com concertos mensais gratuitos no teatro do Centro Cultural Justiça Federal, no Centro, e, no próximo dia 27 de agosto, sábado, às 15h, o grupo carioca de compositores eruditos vai convidar dois exímios musicistas para interpretar suas obras: o pianista José Wellington e o trombonista João Luiz Areias. No programa,  as obras “Combustão” (Neder Nassaro), “Acorde aos poucos” (Caio Senna), “Humana” (Sergio Roberto de Oliveira), "Sonata para Trombone e Piano" (Marcos Lucas) e “Inserções III” (José Orlando Alves) e “Concertante”, de Alexandre Schubert. Continue lendo

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Como Incentivar as Crianças a Aprender Tocar Piano?


Aprender a tocar PIANO desde pequeno pode ajudar muito no desenvolvimento das crianças. Estudos comprovam que existem inúmeros benefícios que ajudam a desenvolver mais a coordenação motora, estimula a concentração e contribui para uma vida social mais afetiva. Existem casos no qual foi comprovado que existe uma relação muito forte entre aprender musicas e obter um desempenho melhor nas notas escolares. Tudo indica que é a pratica constante da repetição das notas, acordes e melodias que contribuem para o fortalecimento da memória.
Hoje vamos falar um pouco sobre diferentes formas de como incentivar o seu filho a tocar piano. Todos sabem que é um instrumento musical bem peculiar e aparentemente muito difícil de tocar por que envolve muita dedicação. Mas já dizia o famoso compositor e pianista Beethoven – “O gênio é composto por 2% de talento e de 98% de perseverante aplicação”.
Portanto se o seu filho optar em aprender violão, bateria, teclado, flauta e violino, o que vai fazer a diferença não é exatamente o dom e sim o quanto ele vai estudar e se dedicar. Para extrair sons do piano e tocar lindas musicas não é diferente. Todo esforço e disciplina fazem parte do aprendizado, transformando em experiência.
Talvez você esteja pensando. Então vou empurrar meu filho para uma escola, ele vai fazer aula particular e vou obrigar ele a ler partituras todos os dias. Bem, não é assim que você vai fazer dele um grande pianista. Existem caminhos mais fáceis que podem estimular a assimilar a parte teórica e pratica. Algumas atitudes erradas podem atrapalhar ao invés de ajudar nessa hora. Lembre-se que são crianças, se você quiser introduzir algo na cabeça delas, leve para o lado lúdico. Seja qual for à idade é preciso respeitar elas e deixar descobrir os sons através de brincadeiras que estimulam a vontade de querer descobrir sempre mais.  
- Familiarização faz parte do processo.
Deixar a criança tocar as teclas brancas, pretas fazer dedilhados faz parte desse processo de familiarização. Propor brincadeiras como: colocar alguns adesivos coloridos nas teclas e pintar as notas musicais no pentagrama na mesma cor facilita a leitura e ajuda a fixar as escalas mais simples.
A tecnologia também é um grande aliado. Repare que nos dias de hoje cada vez mais as pessoas tem o conteúdo na palma da mão. Aplicativos desenvolvidos para celular que funcionam em Android e iOS como: Glissando, Perfect Piano, Grand Piano são ótimos para praticar em qualquer lugar.
Ainda existem na internet muitos sites com Jogos Grátis que oferecem uma infinidade de joguinhos legais. Um deles é o jogo “Repita a Melodia”, no qual você ouve as notas no seu computador e depois tenta reproduzir as mesmas. Toda vez que você acerta sua pontuação aumenta e você passa para a próxima fase.
Porém não podemos nos prender apenas no mundo virtual, ele é apenas um complemento para fortalecer mais a prática. Mesmo que você use vídeo aulas do You Tube, Apps do Google Play e Games como auxilio, é muito importante ter o contato físico, posicionar os dedos corretamente usando livros educativos que ensinam o passo a passo.
- Material Didático
Se você nunca ouviu falar no mestre Mario Mascarenhas, prepare-se para ouvir muito o nome dele daqui por diante. Quem já aprendeu a tocar acordeom “Sanfona”, teclado e Piano não pode deixar de usar os livros produzidos por ele. Atualmente no mercado há muito material bom, inclusive até importados. Mas eu vou deixar aqui uma dica valiosa que vai ajudar muito. O livro Duas Mãozinhas no Teclado é ideal para o pequeno aprendiz que quer resultados rápidos.  
Propor cantigas infantis, parabéns para você e canções que já fazem parte do cotidiano também é uma forma de conseguir obter bons resultados. Por que a melodia já está guardada no subconsciente e isso facilita muito nas primeiras semanas. Proponha sempre tocar usando Dó Maior e conforme o passar do tempo avance para os tons menores e bemóis.  
Em algumas bancas você também encontra revistas que falam sobre o assunto com material multimídia e DVD para assistir em casa. São conteúdos bem explicativos que normalmente são feitos por profissionais que atuam na área.
- Incentive, tenha paciência e dê recompensas.
Nós adultos somos uma vitrine para nossos filhos. Eles são como esponjas e absorvem tudo muito rápido no meio em que vive seja em casa, na escola, na igreja e por que não no teatro? Sim, é no teatro que as grandes orquestras se apresentam. Leve ele algumas vezes para assistir apresentações musicais. Quando fizer festinhas familiares o encoraje a tocar para amigos, primos e tios assim ele vai sentir o gostinho dos aplausos.
Em alguns momentos a vontade de desistir pode assombrar, por que conforme a evolução é necessário mais dedicação. Por muitas vezes a preguiça, o desânimo e momentos monótonos de repetição exaustiva fazem o aluno desistir. Nessa hora a palavra de apoio é muito importante, ter paciência para conseguir transpor todos os desafios e alcançar o objetivo.  
Estabeleça rotinas com horários, mas também dê recompensas pelo resultado. Nada de bens materiais supérfluos e sim levar para ir ao cinema ver aquele filme bacana, ir ao parque e fazer coisas legais que dão prazer em família.
Todas as dicas citadas nesse artigo são para crianças de todas as idades, mas tenha em mente que conforme elas vão crescendo a participação de um professor é fundamental. Algumas técnicas podem ser absorvidas apenas com ajuda de quem já é mestre no assunto. Use livros, softwares, fóruns como referencia para ter mais familiaridade do assunto, mas principalmente tenha um bom instrutor isso faz muita diferença. Texto de Jean Cardozo

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

OPES - Orquestra Petrobras Sinfônica

Maestro Affonso Reis é homenageado em dois concertos da OPES, dias 13 e 14 de agosto

Dentro da série Mestre Athayde, caracterizada pela realização de concertos gratuitos em igrejas do Estado do Rio de Janeiro, a Orquestra Petrobras Sinfônica se apresenta - tendo como solistas João Luiz Areias, Cristiano Alves e Whatson Cardozo -, no sábado, dia 13 (às 10h), em Niterói, e no domingo, dia 14 (às 16h), em Botafogo

Dois concertos especiais lembrarão, com carinho e reverência, o Maestro Affonso Reis, falecido há cinco anos, e que dedicou 63 anos à Banda de Música do Colégio Salesiano Santa Rosa, bem como a distintos projetos que traziam como compromisso a educação dos jovens por meio da música. Com regência do maestro Antonio Augusto, os solistas João Luiz Areias (trombone), Cristiano Alves e Whatson Cardozo (clarinetas) se apresentarão com a Orquestra Petrobras Sinfônica no sábado, dia 13 (às 10h), na Basílica Nossa Senhora Auxiliadora (Niterói) e dia 14 (às 16h), na Igreja São João Batista da Lagoa, em Botafogo. Os concertos, gratuitos, fazem parte da Série Mestre Athayde, que a OPES realiza em igrejas do Estado do Rio.Continue lendo

sábado, 30 de julho de 2016

Quarteto Bosisio



Quarteto Bosisio se apresenta na Série Cordas em Foco, dia 02, terça, no CCJF


 

No próximo dia 02 de agosto, terça-feira, às 19h, o Quarteto Bosisio subirá ao palco do Centro Cultural da Justiça Federal para mais um concerto da Série Cordas em Foco, que prevê ainda outros dois concertos até o fim do ano (O violoncelista Marcelo Salles, em outubro, e o violonista Dhyan Toffolo com a pianista Erika Ribeiro, em dezembro). No programa, o Quarteto Bosisio irá interpretaro “Quarteto nº1”, de Villa Lobos, o “Quarteto Americano”, de Dvorák, e o “Quarteto”, de Mahle. 

O Quarteto Bosisio foi criado na década de 80, pelo violinista Paulo Bosisio, e logo se tornou um renomado grupo de câmara, que desde o seu início se apresentou nas mais importantes salas de concerto do Rio de Janeiro. Reeditado em 2009, o conjunto é formado por Bosisio (1º violino), Carlos Mendes (2º violino), Dhyan Toffolo (viola) e Marcelo Salles (violoncelo). A atual formação é resultante da ligação artística dos músicos em relação á Paulo, por meio de aulas e palestras ministradas pelo fundador.

Além da consolidação no cenário nacional, o grupo também obteve destaque internacional, devido às turnês realizadas pela Europa, participações em programas do canal londrino BBC e realização de master-classes.

Paulo Bosisio

Nascido em 1950, no Rio de Janeiro, Paulo Bosisio estudou Violino com Yolanda Peixoto e Análise Musical com Esther Scliar e, posteriormente, na Europa, com Max Rostal. Formou-se com grau máximo e distinção. Apresentou-se como solista de orquestra, recitalista e camerista por diversos países europeus. No Brasil, solou com todas as orquestras importantes do cenário musical. É professor do bacharelado de Violino na UNI-RIO e convidado para os mais importantes cursos e festivais no Brasil.

Como primeiro violino do Quarteto da UFF, excursionou pela Inglaterra e Escócia, com programa exclusivamente brasileiro, fazendo gravação para a BBC. Também realizou a primeira gravação mundial do Quarteto nº 4, de Villa-Lobos. Como solista e camerista realizou inúmeras primeiras audições de música brasileira. Participou das Bienais de Música Contemporânea, executando em primeira audição mundial peças de José Penalva, Sonata para violino solo, de David Korenchendler, além de várias outra obras. Foi diretor artístico e spalla da Orquestra de Câmara Brasil Consorte, que estreou diversas obras em primeira audição. Gravou para a Orquestra de Câmara de Curitiba, atuando como maestro, com programa inteiramente brasileiro que reunia obras de Santoro, Emani Aguiar, H. Morozowicz e Guerra-Peixe. Em 2005, apresentou-se na Bélgica e na Itália em importantes Festivais e em dezembro de 2006, realizou recital no Museu Debussy, em Paris (França)

Programa:     O Nacionalismo

-     Quarteto nº1 – H. Villa Lobos

-     Quarteto Americano – A. Dvorák

         -     Quarteto – E. Mahle 


 

SERVIÇO:

02/08 – terça-feira – Série Cordas em Foco, com Quarteto Bosisio

Horário: 19h -  Concerto

Endereço: Av. Rio Branco, 241 - Centro

Informações: 3261-2565

Ingresso na bilheteria do CCJF: Terça a domingo, das 12h às 19h.

Ingressos: R$20 inteira/R$10 meia

Classificação Livre

Capacidade: 142 lugares

 

 

Próximos concertos:

 

04/10 - Marcelo Salles – Violoncelo Solo

06/12 - Dhyan Toffolo convida Erika Ribeiro - Viola e Piano

 

Produção e Dir. Artística: Ayran Nicodemo


 


 

Fábio Cezanne
Cezanne Comunicação - Assessoria de Imprensa em Cultura e Arte

quinta-feira, 14 de julho de 2016

COLLEGIUM MUSICUM Den Haag

Claudio Ribeiro e Inês d’Avena  trazem, em julho, pela primeira vez no Brasil, a orquestra barroca COLLEGIUM MUSICUM Den Haag

Cravista e flautista brasileiros, co-fundadores , apresentarão orquestra holandesa nos dias 24 e 27 de julho, comemorando seus10 anos de fundação, durante o Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora. Nos dias 21, em São Paulo, e 29, em Juiz de Fora, músicos se apresentam com o duo LOTUS
          
  
A orquestra barroca COLLEGIUM MUSICUM Den Haag virá ao Brasilpela primeira vez, neste mês de julho, para participar do Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora. Fundado na Holanda em 2006 sob a iniciativa do cravista e maestro brasileiro Claudio Ribeiro, o CMDH éhoje uma das principais orquestras barrocas da ‘nova geração’ na Europa. Ao longo de uma semana, quatro dos seus solistas vão dar cursos de flauta doce, violino barroco, violoncelo barroco, cravo e música de câmara, dentro da série de cursos que compõem o festival.
O CMDH é formado por músicos especializados em instrumentos de época vindos de todo o mundo. A orquestra apresentará dois concertos gratuitos: na abertura do festival, com todos os seus integrantes,  dia 24 de julho, domingo, um programa dedicado ao seu 10º aniversário, com peças do primeiro CD "L'Europe Réunie"; e no dia 27, quarta,  em um concerto de música de câmara com seus solistas. No dia 29, sexta, também com entrada gratuita, será a vez da apresentação do LOTUS, duo formado pelos brasileiros Inês d’Avena (flauta doce) e Claudio Ribeiro (cravo), cofundadores do CMDH (Antes disso, o duo se apresenta em São Paulo, no Espaço Cultural Cachuera!, no dia 21, com ingressos a $30,00).

Os concertos
No dia 24, tendo como tema e programa o primeiro CD lançado em 2006, ano de (VEJA A MATÉRIA COMPLETA, CLIQUE):

terça-feira, 12 de julho de 2016

Sítio Arqueológico na Chapada da Ibiapaba (repost)

 

Sítio Arqueológico na Chapada da Ibiapaba

Pedra Furada de Ubajara


 A  Antropologia clássica

Arte rupestre em Ubajara
 Há 14 mil anos, o Homo Sapiens em busca de novas fontes de alimento, climas mais favoráveis à manutenção da vida e, talvez, levado também pelo espírito  de aventura e descoberta, que justificaria perfeitamente sua classificação como Homo Sapiens,  sai da Ásia, empreendendo épica jornada pré histórica através do que hoje conhecemos como o Estreito de Bering, até chegarem às terras que hoje são o Continente Americano. Pelo menos essa é a teoria consignada pela antropologia clássica, embora,  a meu ver, seja ainda inexplicável como tenham podido, nossos ancestrais,  atravessar aquelas vastas áreas cobertas por camadas espêssas de gelo, sem nenhuma oferta de suprimentos ou, refúgios naturais favoráveis a sobrevivência.
 Esta teoria é, entretanto, aceita como correta e parcialmente apoiada na comprovação da idade de 13.500 anos em ossadas humanas encontradas no Novo México no sítio arqueológico de Clóvis, e, grandemente apoiada nos resultados de pesquisas genéticas que comprovam a orígem asiática da maioria dos povos americanos. A maioria, devemos enfatizar, e não a totalidade.

Uma Pedra Lascada no meio do Caminho


 Pelo menos esta é uma hipótese bem elaborada e relativamente fácil de ser aceita, através de alguns indícios científicos fornecidos pela pesquisa
Arte rupestre em Ubajara
antropológica, sobre a origem do homem na América, entretanto, e sempre há um entretanto, principalmente quando se especula acontecimentos que tiveram lugar  há mais de 10 mil anos, há certas evidências que parecem descortinar outros palcos para o drama humano na sua jornada rumo ao Continente Americano.

Parodiando o poema de Drummond: Havia uma pedra lascada no meio do caminho que deixou a antropologia clássica em estado muito pouco cobfortável, é que modernamente, foram descobertos artefatos arqueológicos na Argentina e Chile que datam de até 33 mil anos e no Brasil de até 60 mil anos, portanto, mais de 40.000 anos anteriores às datações da América do Norte, o que parece antagonizar a clássica teoria que indica o estreito de Bering como porta de entrada inicial. Logicamente, por aquele ângulo, as sociedades mais antigas deveriam ser encontradas no norte do continente e não no sul.   
 As teorias modernas especulam a possibilidade de o homem ter iniciado sua expansão pelo planeta há mais de 130 mil anos, rumo à Ásia, Europa e
Arte rupestre em Ubajara
Clesivaldo
 Américado Sul (pelo Oceano Atlântico). A meu ver, e isso é somente minha modesta opinião como arqueólogo amador, a chegada do homem à América do Sul se deu, principalmente através do Oceano Atlântico, isso explica de forma confortável a existência de inumeráveis indícios (devidamente catalogados pela equipe da dra. Niede Guidon) de atividade humana, datados  de mais de 60 mil anos, no sertão do Estado do Piauí, no sítio arqueológico da Pedra Furada, situado no Parque Nacional da Serra da Capivara daquele Estado.
Os Marinheiros do Sertão

 Parece óbvio que esses ancestrais, consequentemente à chegada ao continente, tenham adentrado e desbravado o território recém descoberto, em busca de alimento (caça) e moradia (grutas e cavernas), a fim
de protegerem-se da chamada mega fauna então existente, constituída de grandes carnívoros como o tigre dente de sabre e o leão americano, dentre outros. Estabeleceram-se, deixando marcas de suas atividades. Pelo menos é o que provam os inúmeros achados no interior de diversos estados brasileiros
Claudio
João Melo
onde se destaca o Piauí, onde está localizado o Museu do Homem Americano, criado e dirigido pela Antropóloga Dra. Niede Guidon.
 Nas minhas andanças pelos sertões dos estados nordestinos, vi muita coisa esdrúxula e interessante tidas como inexplicáveis. No sertão (centro oeste) do Ceará, fronteira com Piauí, por exemplo, há um grupo familiar conhecido como os "Marinheiros" que, se não é nome próprio de família, é como são conhecidos secularmente. Marinheiros? Quis saber, -Marinheiros em pleno sertão? Indaguei, certa feita, a uns mais antigos. - Sim, Marinheiros, há muito chegados nessas terras, aportaram nas costas Paraibanas e se embrenharam pelo Ceará e Piauí, são os que primeiro  habitaram estas  terras.
Responderam uns mais espertos.
 Não, não foram, pelo menos não a ponto de terem sido os primeiros habitantes daquele sítio, na Serra da Capivara que, segundo conclusões da Dra. Guidon, era constituído por Homo
Sapiens arcaicos do tipo australóide-negróide, provenientes do Continente Africano. Os "Marinheiros" que encontrei no Sertão podem ser  mais facilmente incluídos como descendentes de um grupo moderno do  tipo Caucasiano, pois são altos, muito claros e louros. De qualquer forma destoam fisicamente do resto do povo do Sertão e, a meu ver, é motivo para futuras pesquisas.

O Homem Americano no Ceará

 Mas, votemos às origens do homem Americano. No Ceará as datações

Lobão
efetuadas através do carbono 14 em artefatos arqueológicos revelam datas  muito recentes, cerca de 700 anos AP (Antes do Presente) no caso do  sítio arqueológico do Evaristo, em Baturité; 1200 anos AP na Praia de Jericoacoara; 640 anos AP para uma aldeia ceramista Tupi guarani,  no município de Mauriti; Só para citar alguns dos 535 sítios arqueológicos "catalogados" do território cearense, incluindo sítios cerâmicos, sítios arqueológicos do período histórico, oficinas líticas e sítios da arte rupestre pré-histórica. Naturalmente que esse número é bem maior, contando com os não catalogados, e, se incluirmos os ainda desconhecidos, não se pode saber qual será a cifra final.

Arqueologia na Ibiapaba

 Na Chapada da Ibiapaba, entre os Municípios de Ubajara e Ibiapina,

Toinho
encontra-se ainda não catalogado e, portanto, desconhecido pela ciência antropológica e "oficialmente" ignorado pelos órgãos públicos locais, um importante sítio arqueológico, situado entre a cachoeira do Boi Morto e a Pindoba, em pleno Carrasco, que é uma espécie de savana densa e seca localizada geralmente em depressões no topo de chapadas, onde predominam plantas caducifólias lenhosas, arbustivas, muito ramificadas e densamente emaranhadas por trepadeiras.
 É nesse cenário desolado, com clima que lembra mais à Caatinga que à Serra, que  encontramos uma pequena gruta ou furna (termo mais comum no interior cearense), que encerra, sabe-se lá há

quantos séculos, talvez milênios, a nosso ver, um valioso sítio arqueológico, que preserva em seu interior, o que presumimos ser,  uma série de  inscrições rupestres, representações de animais, órgãos humanos, e signos que aparentemente representam contagens numéricas.
 Quando digo "oficialmente ignorada pelos órgão públicos", me refiro ao fato de já ter o arqueólogo amador João Melo, nosso companheiro e guia na atual expedição, procurado o IBAMA tendo relatado a existência do sítio em questão e, inclusive, levado representantes do órgão à furna,  para que verificassem in-loco a veracidade de suas afirmações, sem que, por parte do IBAMA, nenhum reconhecimento tenha conseguido, sequer por motivos preservacionistas.
 E parece que preservação é a palavra chave da questão, uma vez que uma extração "ilegal" de pedras do local, tem ameaçado a integridade da furna,

uma vez que o Sítio como um todo, já está irremediavelmente comprometido.
 A extração de pedras já está a cercar perigosamente a região da furna, encontrando-se, da ultima vez que lá andamos, há aproximadamente 40 metros da parte principal do sítio, a Pedra Furada.
 Infelizmente, não podemos prever mas, com o rápido correr da carruagem, é possível que da próxima vez que lá formos, não haja mais a furna, nem as inscrições rupestres nem o sítio no entorno. Tudo deverá estar triturado, servindo de base para argamassa de alguma construção municipal...

 Minhas Credenciais 
Quanto à pesquisa arqueológica, deveria apresentar minhas "descredenciais". Não sou arqueólogo, ou antes, sou arqueólogo amador, e, embora exerça só de raro em raro esse hobby, coisas, fatos e artefatos antigos parecem me perseguir. Certa feita, num sítio não catalogado e desconhecido pela sociedade arqueológica, no Município de Caucaia, desenterrei um belo artefato de Pedra Lascada, uma ponta de lança esmeradamente trabalhada, incrivelmente bem conservada, com todos os talhos laterais intactos, assim como a ponta, ainda afiada. Aliás este sítio, atualmente encontra-se completamente destruído pelo poder econômico, no lugar está sendo construída uma siderúrgica multinacional.  Atualmente desenterrei num pequeno sítio em Ubajara, de minha propriedade, uma outra ponta de lança, essa mais rústica, porém com traços inquestionáveis de maniulação humana. Pode ser que tenha encontrado um sítio arqueológico bem aqui no meu quintal, por enquanto não o sei, pelo menos estará preservado, ao menos enquanto tiver vida.



Os Pesquisadores

 Em meados do mês de Janeiro, 2015, convidado que fui pelo pesquisador João Melo, formamos uma pequena expedição com os antropólogos amadores (costumo brincar) Clesivaldo de Sousa, meu primo; Pedrinho do táxi, Claudio Lobo (meu irmão) e eu, que fiz algumas fotos, já editadas e enviadas para o youtube para registro.
 Apressei-me em fotografar e postar na Web, e agora editar aqui no meu site pessoal, o querido pianoclassico, pois temo que brevemente, graças à indignidade humana, esse importante sítio arqueológico não venha a ser mais que um punhado pedras sobre pedras, aliás, pedras lascadas sobre pedras lascadas.  (Newton Lobo.)
   









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