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domingo, 13 de novembro de 2011

Durante - Requiem/Magnificat

domingo, 13 de novembro de 2011




    D                                    Durante                                                         








 ou




   Alô alô Marciano... Como diria Elis. Bem, alô alô pessoal da Terra, devemos dizer. Ainda estamos vivos. Vivos e sem Internet! Será isso realmente possível? 

Bem, deixemos de brincadeiras e vamos a enfadonha realidade: Ainda estamos padecendo no paraíso. É isso mesmo amigos, o recurso do satélite, segundo presentante da Embratel aqui na região, só estará disponível em 2012. Enquanto isso, porém, instalaremos, ainda esta semana, uma pequena torre de uns quinze metros, na tentativa de reconectarmo-nos, via rádio, com um município distante dez quilômetros aqui do paraíso, já que a conexão via 3g "turbinada" foi um verdadeiro fracasso, e só o que conseguimos foi destruir uns tres modens e um bocado de cabo coaxial. Tenhamos esperanças pois, afinal, quem sabe, talvez na próxima semana estejamos novamente conectados com o mundo e especialmente com voce, caro Confrade leitor do querido piano classico.
  Por enquanto estamos, pelo menos, dando sinais de vida. E dando sinais de vida falando da Morte. Extranho não? Não, nem tanto. Bem, é assim mesmo nosso esdrúxulo piano classico não é? Sempre se pronunciando através daquelas tortuosas linhas indiretas. Sempre trafegando pelas pequenas vielas secundárias. Sempre desdenhando das vias ditas principais. Sempre horrorizado com as luzes deslumbrantes da cidade. Sempre em busca daquele cantinho especial que teima em esconder-se em meio a cursos sangüíneos ocultos e perigosos em cada um de nós... 

"...Quanto a tí, MORTE, e tu, amargo abraço de mortalidade, é inútil tentarem me alamar. 
E quato a tí, CADÁVER, eu te considero bom adubo, e isso não me choca, 
Pois sinto a fragância doce das rosas brancas crescendo: 
Eu toco seus lábios e pétalas e acaricio os seios polidos dos melões. 
E quanto a ti, VIDA, eu acho que és o remanescente de muitas mortes (sem dúvida eu mesmo já morí dez mil vezes antes).
Eu vos ouço sussurrar, Oh, estrelas dos céus,
Oh, sóis, Oh, grama das sepulturas,
Oh, perpétuas transmutações e promoções.
Se vós não dizeis nada, como posso eu dizer alguma coisa?
Eu me elevo da lua, eu me elevo da noite.

Eu me lego ao pó para nascer da grama que eu amo.
Se me quiseres, procura-me debaixo da sola das tuas botas.
Tu mal saberás quem sou, ou o que significo;
Contudo, eu te farei bem,
E filtrarei e darei fibra ao teu sangue.
Se, a princípio, nos desencontarmos, não desanimes.
Se não me achares aqui, procura-me ali;
Em algum lugar estarei esperando por ti."

Whitman


***


1.INTROITUS, Requiem 
2.KIRIE 
3.GRADUALE, Requiem 
4.Tractus, Absolve Domine 
5.Dies irae 
6.Tuba mirum 
7.Mors stupebit 
8.Quid sum miser 
9.Recordare 
10.Quaerens me 
11.Ingemisco 
12.Preces meae 
13.Lacrimosa 
14.Domine Jesu 
15.Hostias 
16.SANCTUS 
17.BENEDICTUS 
18.AGNUS DEI 
19.COMMUNIO, Lux aeterna 
20.Libera me, Domine 
21.Dies illa 
22.Requiem aeternam 
23.Oliveira - Magnificat


***




                                                                                                                                                                                    Gold Series       

sábado, 23 de julho de 2011

Emerson String Quartet

                         Emerson String Quartet










 Bem amigos, conforme alguns Confrades e leitores do nosso querido piano classico têm notado, estamos atualmente em marcha lentíssima, tanto nas novas postagens como nas respostas aos recados da C-Box e dos e-mails recebidos. Bem, somos uma Confraria, e como tal, toda e qualquer mudança ou circunstância nova que venha a afetar o andamento normal do nosso singelo Blog deve ser, imediatamente comunicado aos Confrades e leitores de um modo geral, e é o que estamos tentando fazer neste exato momento, apesar, já, de  um certo atraso,
 Bem amigos, há cerca de um mês, a sede de nossa Confraria mudou-se. Fincados que estávamos numa região litorânea, uma das mais belas do planeta, diga-se de passagem, resolvemos, movidos por circunstâncias tanto materiais como espirituais (muito mais espirituais, devo enfatizar) removermos nossas aparentemente sólidas porém muito superficiais raízes, e mudarmo-nos de mala e cuia, como se diz aqui no sertão, para outro local. Um local que há muito clamava nossa presença, nosso retorno, local este que abandonamos há uns 160 anos, por aí, e que agora nos recebe de volta, com afagos naturais de mãe amável.
 Bem amigos, desde o primeiro dia deste mês de Julho, nossa sede está estabelecida numa das mais belas regiões deste imenso e belo País. A mais de oitocentos metros de altitude, na mais mística e exuberante chapada do Nordeste Brasileiro, a Chapada da Ibiapaba. Local paradisíaco, que, apesar de destino turístico internacional, preserva ainda todo o romantismo provinciano, com uma forte dose de consciência ecológica.
 Muito em breve estaremos disponibilizando hospedagem em belos chalés, envoltos por uma natureza exuberante, cheia de cachoeiras, fontes e rios, tanto para os Confrades como para os amantes da música e da natureza de um modo geral. Ou seja, para todos os membros desta grande Confraria Universal sediada neste Planeta, que tem a Música como código secreto em forma de chave espiritual para os verdadeiros e puros relacionamentos entre todos os Seres, (sei que me entendem).
 Pois bem, tudo muito bom, tudo muito bonito mas... Tem sempre um mas, não é? Bem, não é tão grave assim mas, não temos Internet!!!
 É, parece que é meio grave. Mas, estamos torrando os miolos com tanto afinco que, (se sobrevivermos) em breve teremos solucionado este probleminha e, novamente teremos conexão, nem que seja via satélite.
 Aos amigos leitores e frequentadores do querido piano classico, pedimos desculpas pela pouca atualização de nossas postagens assim como parca oferta de CDs de boa música mas, brevemente, estaremos de volta ao ritmo normal, que convenhamos, nunca foi assim tão célere não é? Taí, para provar, aquela nossa frase lapidar logo abaixo do brasão do pianoclassico: Arcus Nimis Intensus Rumpitur, ou seja, O Arco Muito Retesado Parte-se. Portanto, vamos com langor, mansidão e até uma certa preguiça, que é nossa característica.
 Forte abraço, amigo leitor, e que as superiores entidades continuem a se preocupar com nossos anseios e necessidades diariamente.

***
 
Das Wohltemperierte Klavier: Book 1, BWV 846-869

arr. for strings by E. A. Förster
01.Fugue in C major, BWV 846 (1:43)
02.Fugue in D major, BWV 850 (1:42)
03.Fugue in F minor, BWV 857 (4:07)
04.Fugue in F sharp minor, BWV 859 (2:52)
05.Fugue in G minor, BWV 861 (1:25)
06.Fugue in A flat major, BWV 862 (1:31)
07.Fugue in G sharp minor, BWV 863 (2:20)
08.Fugue in A minor, BWV 865 (3:56)
09.Fugue in B major, BWV 868 (1:37)
10.Fugue in B minor, BWV 869 (6:22)

Das Wohltemperierte Klavier: Book 2, BWV 870-893

Arranged for String Quartet by Wolfgang Amadeus Mozart, KV 405
11.Fugue in C minor, BWV 871 (1:29)
12.Fugue in D major, BWV 874 (1:43)
13.Fugue in E flat major, BWV 876 (1:47)
14.Fugue in D sharp minor, BWV 877 (1:55)
15.Fugue in E major, BWV 878 (3:02)

arr. for strings by E. A. Förster
16.Fugue in G minor, BWV 885 (2:32)
17.Fugue in A flat major, BWV 886 (2:15)
18.Fugue in B flat minor, BWV 891 (3:20)
19.Fugue in B major, BWV 892 (3:09)

Das Wohltemperierte Klavier: Book 1, BWV 846-869

arr. for strings by E. A. Förster
20.Fugue in C sharp minor, BWV 849 (4:29)
21.Fugue in B flat minor, BWV 867 (4:01)






                                                                                                                                                             

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Ravi Shankar

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Villa-Lobos: The Little Train of The Caipira

                     The Little Train of The Caipira









                                                                      Password: nettz



     É dia
    (o Sol já vai bem alto)

    A Manhã ligeira, vai em busca da tarde
    (já é bem tarde)

    A Tarde vadia, vai ligeira em busca da noite
    (já é noite alta)

    A Noite trôpega vai vadia e ligeira em busca da Madrugada
    (já é alta madrugada)

    A Madrugada solitária, trôpega e vadia vai ligeira em busca do Dia,

    Das Manhãs que são tão Ligeiras,
    Das Tardes que são tão vadias,
    Das Noites que são tão trôpegas,
    Das Madrugadas que são tão solitárias,
    Das Manhãs, que são tão ligeiras...

***



1. Villa-Lobos: The Little Train of the Caipira from Bachianas Brasileiras No.2
2. Ginastera: Estancia
- The Land Workers
- Wheat Dance
- The Cattlemen
- Final Dance, "Malambo"
3. Ginastera: Panambi
- Moonlight on the Parana
- Invocation of the Powerful Spirits
- Lament of the Maidens
- Rondo of the Maidens; Dance of the Warriors






                                                                                                                                                           

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Healing Spirits - Tai Chi


                                    Tai Chi                                 












  Um velho mestre, do qual desfrutei da amizade e convívio por alguns anos, ao ser indagado sobre a forma correta de alimentação, declarava haver tres tipos de alimentos disponíveis na natureza planetária: Primeiro, os alimentos Puros; Segundo, os alimentos Viciados; Terceiro, os Ambivalentes. E relacionava:
  Os puros são os vegetais comestíveis, ou seja,  raízes, folhas, caules, frutos e sementes.
  Os impuros são os "animais comestíveis", ou seja, carne, pele, músculos,nervos,gorduras, vísceras, sangue, enfim, tudo que "se pode comer" do Reino Animal.
  Os ambivalentes, "a terceira categoria", são os alimentos derivados do Reino Animal, mas que absolutamente implicam na morte ou sofrimento para uma vida, nela incluem-se o leite, o ovo e seus derivados.
  Observação final interessante que fazia o mestre, era em relação à terceira categoria, dizia ele:
   -É VENENO para os carnívoros e LENIMENTO para os vegetarianos.





01. Queen of Dreams  
02. China Baby 
03. Funky Future 
04. Golden Sun 
05. Holy Space 
06. Dream in Venice 
07. Lotus Island 
08. Oasis in the Evening Sun 
09. Sunshine Groove 
10. The Power of Freedom 
11. Hawaii Fever  
12. Welcome in Heaven



***





                                                                                                                                                            

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Michael Hoppé / Martin Tillmann

                               The Poet














*O Estranho Jardim de Eugênio Cardin

  A última vez que estive com o bom amigo Eugênio, no jardim, ele alimentava uns animais que, pelo que entendi, haviam fugido de um circo, na verdade uma trama armada pelo inescrupuloso proprietário que, estando em sérias dificuldades financeiras, articulara a suposta fuga, sabendo que alguém tolo e de bom coração, como meu dileto amigo, trataria de recolhê-los com amor, enquanto ele, o desonesto empresário circense, fugiria sorrateiro para além da fronteira. Bem, não sei se foi isso que realmente sucedeu, o certo, entretanto, é que meu amigo ali estava, diariamente a alimentar umas boas duas dezenas de variados animais, de ratos a leões. Bem, ratos, gatos e outros animais domésticos, creio que não eram provenientes do tal circo, mas, ao verem aquele movimento diário, no jardim, ao sentirem o ar protetor do meu amigo, acabavam sendo atraídos, juntando-se ao feliz bando de fugitivos, e assim, leões, tigres, focas e, ratos e gatos urbanos reuniam-se diariamente, em confraternização, enquanto degustavam bromélias, folhas de fícus, queijos de coalho, perfumes de todos os tipos, brotos de bambu, sistruns sonoros e dourados, alcaparras e azáleas, entre partituras as mais variadas, inclusive de J.W. Wolf, se é que este grande compositor, notório por suas composições anônimas, tenha realmente composto algo de si, durante sua curta e frugal existência.
  Este farto banquete era servido todo santo dia, invariavelmente, quer chovesse, nevasse, fizesse sol, ou mesmo, fosse o jardim invadido por devastador tsunami... Nada impedia meu amigo de servir, benevolente, deliciosos copos-de-leite de muito fino cristal, com textura opaca e de uma cor arroxeada muito, muito pálida, recheados de finíssimos crisântemos purpúreos a exalar suave fragrância de manteiga da terra; Cheiro de úberes caprinos... Cheiro delicioso de fezes bovinas deixadas no pasto!
    As uvas? Ah, nem se fala... Verdes, roxas, azuis, vermelhas, todas tão completamente translúcidas; Todas tão magnificamente adocicadas... Embriagavam-nos a cada mordida. A cada mordida emitiam uma singela frase melódica; Alguns compassos de doce melodia ecoavam; Alguns compassos ostentavam belo contraponto; Alguns compassos, complexa harmonia emitiam. Sim, bastava que déssemos uma pequena mordida, ou, que as engolíssemos inteiras, e, logo uma divina melodia invadia nosso ser animal; Nosso ser selvagem; Nosso ser divino. A água que bebíamos jorrava de fonte cristalina bem no centro do jardim, todos tinham acesso a ela e, ao sorvê-la viajávamos, como se arrebatados de súbito para plagas longínquas. Às vezes, nos dias de calor intenso, o parque ficava deserto, ora, nessas temperaturas elevadas os animais bebiam água com muita sofreguidão, o que os transportava a distâncias cósmicas insondáveis, e nessas viagens permaneciam por milênios... O bom Eugênio Cardin, nesses dias milenares, sentia-se, naturalmente só e, assim sem companhia, distraía-se em afazeres os mais simples, tolos e esdrúxulos: Passava, por exemplo, horas e horas empenhado na difração  da luz, com isso pintava o parque ora de azul, ora de roxo... Passava horas a fio pondo laranjas ao avesso. Bem, como as laranjas têm os gomos e sementes para fora, Eugênio punha-os para dentro enquanto a casca era trazida para fora, que estranho não? Ficavam como bolotas: Uma casca enrugada e porosa por fora, e por dentro, gomos e sementes. Estranho...
  Nesses dias milenares de solidão, entretanto, à tardinha, Eugênio recebia certas visitas. Estranhas visitas. Eram crianças, dezenas de crianças. Crianças feias, muito feias conjecturava eu, em meus tolos pensamentos, que logo eram captados por Eugênio, este grande vidente. – Não são feias amigo, nem bonitas! Dizia ele: -Convidamos à nossa casa, hospitaleiros, a Senhora Fealdade, que após instalar-se com outros alegres convivas, logo nos envolve, turvando-nos a vista com seus conceitos obtusos que passamos de imediato a usar, incorporando-os à nossa já deficiente visão de forma impudicícia e desavergonhada, como prisma. –Esses conceitos absolutos, prosseguiu Eugênio, são conceitos fictícios, meras abstrações intelectuais: Fealdade e beleza, não representando absolutamente o tônus da coisa observada, unicamente a aceção das aparências, representam conceitos falsos e ainda muito distantes da existência efetiva, que, muito embora pareçam apresentar-nos a realidade em si, não nos mostram mais que aparências, e isso tudo, fruto da imaginação obtusa daquilo que somos! Vê nosso Jardim, embora nada seja além de um simples e bucólico campo, causa, muitas vezes, estranheza ao visitante mais apegado aos conceitos do que às causas modais, ou seja, aos modos fundamentais da existência, que são, estruturalmente espirituais e não aparentes!
Continua...  

(*) Texto originalmente editado no Recanto das Letras, assinado por lobão




1. Some Other Time (For Carl Sandburg)
2. Moon Ghosts (For Aldous Huxley)
3. Diamonds Of Rain (For Edward Thomas)
4. Flight (For Robert Frost)
5. Renouncement (For Alice Meynell)
6. Hidden In The Heart (For Sara Teasdale)
7. Riddles (For Hilaire Belloc)
8. Prayer (For Kahil Gibran)
9. Changes (For A. E. Housman)
10. Gold Leaves (For G. K. Chesterton)
11. Shadows (For Walter De La Mare)



***



xava


                                                                                                                                                        

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Dittersdorf / Vanha

                        Double Bass Concertos



















Double Bass Concerto em D maior Johann Baptist Vanhal
1 Movimento 1: Allegro moderato
2 Movimento 2: Adagio
3 Movimento 3: Allegro 
Double Bass Concerto n º 1 em D maior Ditters Carl von Dittersdorf
4 Movimento 1: Allegro
5 Movimento 2: Adagio
6 Movimento 3: Presto
Double Bass Concerto n º 2 em D maior Ditters Carl von Dittersdorf
7 Movimento 1: Allegro moderato
8 Movimento 2: Adagio
9 Movimento 3: Allegro  
10 1 Movimento: Allegro moderato





***




xava
                                                                                                                                                             

domingo, 8 de maio de 2011

Steve Roach

 

Darkest Before Dawn
















   "65. Eu sou o Mestre: tu és o Único Sagrado Escolhido.66. Escreve, & encontra êxtase na escrita! Trabalha, & sê nossa cama no trabalho! Freme com a alegria de vida & morte! Ah, tua morte deverá ser adorável: quem isto vir deverá ficar feliz. Tua morte deverá ser o selo da promessa de nosso amor de eras. Vinde! ergue teu coração & regozija-te! Nós somos um; nós somos nenhum. 67. Segura! Segura! Agüenta em teu arrebatamento; não caias no desfalecer dos excelentes beijos! 68. Mais firme! Sustenta a ti mesmo! Levanta a tua cabeça! não respires tão fundo — morre! 69. Ah! Ah! Que sinto eu? Está a palavra exaurida? 70. Existe auxílio & esperança em outros encantos. Sabedoria diz: sê forte! Então poderás suportar mais gozo. Não sejas animal; refina o teu desregramento! Se tu bebes, bebe pelas oito e noventa regras da arte: se tu amas, excede em delicadeza; e se tu fazes qualquer coisa prazerosa, que exista sutileza nisto. 71. Mas excede! excede! 72. Esforça sempre por mais! e se tu és verdadeiramente meu — e não o duvides, se tu estás sempre cheio de prazer — morte é a coroa de tudo. 73. Ah! Ah! Morte! Morte! tu deverás ansiar pela morte. Morte é proibida, ó homem, para ti. 74. A extensão de tua ânsia deverá ser a força de tua glória. Ele que vive longamente & deseja muito a morte é sempre o Rei entre os Reis".
(Aleister Crowley, LIBER AL VEL LEGIS)

***

Não existe lei além de: "Faze o que tu queres. Amor é a lei, amor sob vontade".
(O sacerdote dos príncipes ANKH-F-N-KHONSU)



***




xava




sábado, 7 de maio de 2011

Kitaro - Healing Forest



 Healing Forest








Os Sete Princípios Herméticos:

I.  Princípio de Mentalismo.
II.  Princípio de Correspondência.
III.  Princípio de Vibração.
IV.  Princípio de Polaridade.
V.  Princípio de Ritmo.
VI.  Princípio de Causa e Eleito.
VII .  Princípio de Gênero.


1-"O Todo é Mente; o Universo é Mental."
2-"O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que
está em cima."
3-"Nada está parado; tudo se move;tudo vibra."
4-"Tudo é Duplo; tudo tem pólos; tudo tem o seu oposto;o igual e o desigual são a mesma
coisa; os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em grau; os extremos se
tocam; todas as verdades são meias verdades; todos os paradoxos podem ser
reconciliados."
5-"Tudo tem fluxo e refluxo; tudo ,em suas marés; tudo sobe e desce; tudo se manifesta
por oscilações compensadas; a medida do movimento à direita é a medida do
movimento à esquerda; o ritmo é a compensação."
6-"Toda a Causa tem seu Efeito, todo Efeito tem sua Causa; tudo acontece de acordo com
a Lei; o Acaso é simplesmente um nome dado a uma Lei não reconhecida; há muitos
planos de causalidade, porém nada escapa à Lei."
7-"O Genero está em tudo; tudo tem o seu princípio masculino e o seu princípio feminino;
o gênero se manifesta em todos os planos."
 Hermes Trismegisto (Kibalion dos Três Iniciados Cap.II)

***


"É verdade, correto e sem falsidade, que o que está em baixo, é como o que está em cima, para realizar os milagres de uma coisa só.
Como todas as coisas derivam-se da Coisa Única, pela vontade Daquele que as criou, pelo poder de sua palavra, assim também tudo deve a sua existência a esta Unidade, pela ordem Natural criadora.
O Sol é o seu pai, a Lua é a sua mãe, o vento o transporta em seu ventre, a terra é a sua nutriz. Este ente é o pai de todas as coisas do Mundo. Seu poder é imenso e perfeito.
Separarás a terra do fogo, o subtil do denso, com muito cuidado e grande habilidade. Ela sobe da terra ao céu e de novo descerá à terra, deste modo recebe a força das coisas superiores e inferiores.
Por este meio terás a glória de todo o mundo quaisquer trevas afastar-se-ão de ti. É a força forte de toda a força, pois vencerá toda a coisa subtil e penetrará toda a coisa sólida. Assim foi criado o universo. E, Disto surgem maravilhosas realizações, cujo meio está aqui.
Por isso sou chamado Hermes Trismegisto, porque possuo poder sobre as três partes da sabedoria do mundo. O que eu disse da obra-mestra da Arte Alquímica, a Obra Solar, aqui está dito e encerrado. Tudo".
Tabvla Smaragdina Hermetis Trismegisti

***


1. Caravansary
2. Pray
3. Linden
4. Melancholy
5. Utopia
6. Never Let You Go
7. Enbayment
8. Sacred Mountain / Sunrise
9. Ganga
10. Frying Cloud
11. Peaceful Moment
12. Panorama
13. Sunset
14. Theme Of Silk Road




***



xava






domingo, 1 de maio de 2011

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Chris Michell

                             Ocean Of Love                                     










 

*O Náufrago

   Hoje, estou sem vontade de escrever; Não escreverei, portanto. O que lês então, caro amigo, por conseqüência óbvia inexiste.  Nada há escrito neste papel que ora manuseias.  
   -Ora, não há papel, estou diante de uma tela de computador! Podes retrucar.
  -Pois agora é que percebo com claridade meridiana que, não havendo nem papel nem escrito algum, nada pode me convencer que há alguma coisa aqui além de minhas lucubrações mentais...
  Escrevi esse pequeno trecho enquanto navegava em alto mar. A noitinha já caía sobre o barco, o lusco-fusco e a luz da lua sobre as ondulações das águas do mar me enchiam de sentimentos de langor e melancolia. O batel, à deriva, sem bússola, quadrante ou sextante vagueava sem maiores preocupações sobre o infindável oceano, como se nada esquadrinhasse, resignado em estar perdido. Eu mesmo resignara-me desta situação e, encarava-a com relativa naturalidade. O fato de estar irremediavelmente sumido num vasto oceano não mais me assustava.
  O cansaço, porém, me obrigava a encerrar a única atividade que ainda realizava com intuito único de fazer o tempo passar, que era escrever, às vezes até a contra gosto municiava-me com um pequeno lápis e um velho bloco de notas, e com eles escrevia horas a fio. Tal atividade até me agradava, mas, o desânimo me perseguia com freqüência. Muitas vezes a pena e o papel caíam-me das mãos no mesmo instante em que as pálpebras fechavam-se. Certa vez senti meu corpo tão alquebrado que nada pude fazer para deter este estado de desânimo. Caí em sono profundo sem ter a menor noção de quanto tempo nessa condição permaneceria...
    Súbito, acordo em medonho desespero, onde estão as cores e fragrâncias? A luz onde está? Os sons e todas as sensações onde estão?  Fugiram todos? Sim, sorrateiros, desertaram esguios o barco da vida em que navegava. Com horrenda indignidade abandonaram-me em pleno sono e, ao despertar, no pélago, vejo-me em pavorosa situação: Todos me abandonaram.  Certamente, durante a noite tramaram a traição e, antes do amanhecer retiraram-se silenciosos desta nau de ilusões. E agora? Como se não bastasse tão aflitiva situação, até a Senhora Ilusão, última companheira de viagem, apavorada, parece também querer abandonar-me! A Ilusão? Haverá algo tão terrível que a própria Ilusão receie?
  Foi-se a velha confreira, último remanescente dos meus companheiros de jornada. Abandonou-me a ingrata. Na calada da noite, esgueirando-se furtiva, fugiu... Mas, com sua partida, que surpresa! Que visão fabulosa! De súbito todas as cores surgiram em tons e matizes jamais vistos, a visão, outrora tão limitada, voava além fronteiras, e os sons, que belos sons, que belas melodias. E meus amigos, todos meus bons amigos... Juntos entoavam a Música admirável! Que côro angelical a invadir meus ouvidos e preencher todo meu ser.
  Teria sido cego? Sim, cego. Vivi toda uma existência iludido pela fraude daquela corrupta e falsa amiga, mas, agora que a depravada companheira Ilusão se foi, percebo a verdadeira realidade, aquela que nunca vira, posto que sempre estivesse muito longe de meus sentidos, e com a partida da Ilusão, aquela que com suas garras dilacerantes despojara meu corpo que há séculos jazia putrefeito, é que pude perceber, com humildade diante da tão grandiosa sabedoria Divina, a realidade, espelho da Verdade, pois só com os olhos do espírito podemos vê-La!

(*)Texto originalmente editado no Recanto das Letras, assinado por lobão.


***




01. Dolphin Love
02. Lonely on the Mountain [Excerpt]
03. Dance of the Blessed Spirits
04. Whale Song
05. In Paradisum [Excerpt]
06. Flute Blues
07. Heart Chakra
08. Dreamtime Dolphin [Excerpt]
09. Angel Voices
10. Ave Maria
11. Chaconne




xava


                                                                                                                                                            
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